terça-feira, 7 de setembro de 2010

Oximetria de Pulso


É mensurada através de um aparelho que mede indiretamente a quantidade de oxigênio no sangue de um paciente. Em geral é anexado a um monitor, para que os profissionais de saúde possam ver a oxigenação em relação ao tempo. A maioria dos monitores também mostra a freqüência cardíaca.
O monitor exibe a porcentagem de hemoglobina arterial na configuração de oxiemoglobina. Taxas normais são da ordem de 95 a 100%. Para um paciente respirando ar ambiente, a uma altitude não longe do nível do mar, pode ser feita uma estimativa da pressão de oxigênio arterial (pO2) a partir da leitura SpO2 (saturação do oxigênio no sangue) do monitor.


O oxímetro de pulso é particularmente conveniente por ser não invasivo. Tipicamente ele consiste de um par de pequenos diodos emissores de luz frente a fotodiodos, através de uma parte do corpo do paciente translúcida (como a ponta dos dedos ou lóbulo da orelha). Um dos LEDs é vermelho, com comprimento de onda de 660 nm, e o outro infra-vermelho, com 910 nm. A absorção desses comprimentos de onda diferem significamente entre a oxiemoglobina e sua forma desoxigenada, dessa forma sendo possível determinar a taxa de concentração a partir dessa absorção.
O sinal monitorado varia com o tempo no ritmo na freqüência cardíaca, porque os vasos sanguineos expandem-se e contraem a cada batida do coração. Examinando apenas a parte variante do espectro de absorção (na pratica, subtraindo-se o mínimo absorvido do pico de absorção), um monitor pode ignorar outros tecidos ou esmalte de unhas e considerar apenas a absorção causada pelo sangue. Por isso, a detecção do pulso é essencial para a operação do oximetro de pulso e não funcionara se não houver batimentos.


Devido à simplicidade e rapidez (basta colocar no dedo e observar o resultado em poucos segundos), oximetros de pulso são de importância vital para a medicina de emergência, e são também muito utilizados para pacientes com problemas respiratórios, bem como pilotos em naves não pressurizadas operando a altitudes acima de 10.000 pés, onde é necessária oxigenação adicional.


A ultima geração de oximetros de pulso utilizam processamento digital de sinais para aumentar a precisão em condições clinicas adversas. Essas situações incluem pacientes em movimento, alta luminosidade do ambiente e interferência elétrica. Devido a não sensibilidade a sinais não pulsantes, é também possível construiu sondas refletoras colocadas ao lado dos LED’s e que podem ser localizadas em qualquer tecido plano.
Isso pode ser utilizado em partes corporais não translúcidas, em partes especificas (útil em cirurgia plástica) ou quando locais habituais não estão disponíveis (queimaduras severas). Eles são normalmente aplicados à testa dos pacientes com má perfusão periférica.
SAÚDE NO FOCO

CURSO DE SOCORRISTA TRAINEE

Atenção pessoal ja esta acabando as vagas para o curso, aproveite e garanta já a sua inscrição.
Data da realização do curso: 11 e 12/09/10
Contato: Enfermeiro José luiz (27) 9848-0808.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Inscrição do Profissional no COREN-ES, tudo o que você precisa saber

Todo o profissional da área de enfermagem deve inscrever-se no COREN do Estado onde exerce suas atividades.


Importante:
1. O comprovante de residência deve estar no nome do requerente, caso o comprovante de residência não esteja em nome do profissional, deverá ser juntado DECLARAÇÃO do Titular do comprovante residencial, onde esteja explicitado que o requerente reside no endereço mencionado, juntando-se cópia do RG do signatário.
2. A guia de pagamento é fornecida pelo COREN no momento da apresentação dos documentos.
3. O COREN-ES não aceita, em momento algum, protocolos de documentos para a efetivação do registro.


1. INSCRIÇÃO DE ESTAGIÁRIO

A Resolução COFEN nº 299/2005 dá ao estudante de curso superior e ao de nível médio a possibilidade de iniciar sua atividade como estagiário desde que esta seja exercida em Instituição de saúde que disponha de Enfermeiro responsável pela supervisão e orientação de estagiários.

Documentos necessários:
Declaração da Instituição de Ensino, atestando que o aluno:
Da Graduação – Concluiu as Disciplinas de Semiologia e Semiotécnica ou equivalentes;
De Nível Técnico – Concluiu os componentes curriculares ou equivalentes de fundamentos técnicos de enfermagem;
Declaração da instituição de ensino, explicitando os dados exigidos acima;
Declaração ou documento equivalente, informando local onde se realizará o estágio e o enfermeiro que o supervisionará e do supervisor assumindo a orientação do estágio;
Cópia da Identidade Civil;
Cópia CPF;
Duas fotos 3X4;
Cópia do Histórico do curso de Enfermagem;
Obs.: A inscrição temporária terá validade por 12 meses, podendo ser renovadas por iguais períodos até a data da conclusão do curso, o estudante não pagará anuidade em que estiver inscrito durante a vigência da inscrição temporária como estudante.


2. INSCRIÇÃO PROVISÓRIA

Os profissionais formados por instituições de ensino brasileiro, poderão solicitar Inscrição Provisória, apresentando certidão de colação de grau ou declaração de conclusão de curso, com data inferior a 3 (três) meses, contendo: nome, nacionalidade, data e local de nascimento, sexo, estado civil, data de conclusão do curso, titulo que faz jus, comprovação de que o curso se encontra autorizado ou reconhecido pelas autoridades competentes a nível federal, ou pelos respectivos Conselhos Estaduais de Educação, se for o caso, incluindo as assinaturas do diretor e do secretário da instituição.

CNPJ da instituição de ensino e endereço completo, inclusive endereço eletrônico;
Observação: Caso a inscrição seja para enfermeiro o histórico será somente uma cópia simples.


Documentos necessários:
Cópia simples e cópia autenticada e documento original do Certificado de Conclusão e/ou Atestado de Conclusão do curso, com data de início e término, constando a data de entrega do diploma;
Histórico original do curso de Técnicos em Enfermagem com as competências gerais e específicas do curso;
Para Auxiliar de Enfermagem que complementaram para o curso de Técnico em Enfermagem, deverá apresentar o Certificado e/ou histórico do curso de Auxiliar.
Cópia dos documentos (Identidade Civil, CPF, Título de Eleitor e CTPS sendo as paginas da foto e da filiação);
Cópia do Certificado de Reservista (para homens com até 45 anos);
Cópia da Certidão de Nascimento ou Casamento, conforme estado civil;
Cópia de um comprovante de residência (*);
Uma foto 3x4.


3. INSCRIÇÃO DEFINITIVA E SECUNDÁRIA

Para solicitar a Inscrição Definitiva são necessários os seguintes documentos:
Diploma ou Certificado Original do Curso, Cópia autenticada e cópia simples;
Cópia do Histórico Escolar do curso com as competências gerais e especificas do curso;
Cópia dos documentos (Identidade Civil, CPF, Título de Eleitor e CTPS sendo as paginas da foto a filiação);
Cópia do Certificado de Reservista (para homens com idade até 45 anos);
Cópia da Certidão de Nascimento ou Casamento, conforme estado civil;
Cópia de um comprovante de residência no nome do requerente (*);
Uma foto 3x4 fundo branco.

Observações:
- Para inscrição secundária Trazer uma Certidão Negativa de Débito do COREN onde tenha inscrição principal;
- Para Técnicos em Enfermagem deverá constar no Diploma ou Histórico do curso a data de início e término do curso;
Para Auxiliar de Enfermagem que complementaram para o curso de Técnico em Enfermagem, deverá apresentar o Certificado do curso de Auxiliar.


4. SEGUNDA VIA

Para solicitar uma segunda via de Carteira e/ou Cédula Profissional do COREN o inscrito deverá dirigir-se à sede do Conselho mais próxima de sua residência munido dos seguintes documentos:
Ocorrência policial, em caso de roubo;
Declaração de perda do Correio (formulário preenchido no Correio), em caso de perda ou extravio;
Cópia da Certidão de Casamento, Separação ou Divórcio, em caso de mudança de nome e estado civil;
Livreto para anotação da alteração do nome e/ou estado civil;
Cópia dos documentos (Identidade Civil, CPF, Título de Eleitor);
Cópia do comprovante de residência no nome do requerente (*).
Uma foto 3x4fundo branco.


5. TRANSFERÊNCIA

Caso o profissional faça mudança de estado, terá que solicitar neste estado a sua Transferência de Jurisdição. Para solicitar transferência deverá comparecer a uma sede do Conselho com os seguintes documentos:
Carteira e Cédula Profissional do COREN de origem com cópia (xerox) simples;
Cópia (xerox) de um comprovante de residência no nome do requerente (*);

Observação: Após o retorno do prontuário para o COREN-ES, o inscrito deverá comparecer novamente no Conselho para homologar a inscrição.


6. CANCELAMENTO

O profissional poderá solicitar o cancelamento de sua inscrição junto ao Conselho, quando não estiver mais atuando na área, pelos seguintes motivos:
Aposentadoria;
-Por decisão pessoal de não mais exercer a profissão;
-Alteração de categoria com mudança de função.

Documentos necessários:
Diploma ou Certificado original;
Carteira (Livreto) e Cédula Profissional do COREN-ES;
Carta de Aposentadoria;
Caso o inscrito seja estatutário, apresentar cópia do Diário Oficial, comprovando não atuar na área.

Observações:
Estar em dia com as anuidades do Conselho até a data da solicitação do cancelamento. Caso exista débitos o inscrito deverá ser encaminhado a Assessoria de Cobrança para o pagamento da dívida;

7. INSCRIÇÃO REMIDA
Pode ser solicitada por profissionais que se aposentaram e não exercem mais atividades na área da enfermagem.
Documentos necessários:
Carteira de Identidade Profissional do COREN;
Comprovante de aposentadoria (Carta do INSS, aposentadoria ou publicação no Diário Oficial);
Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) onde deverá constar a comprovação de desligamento da função;
Caso o inscrito seja estatutário, solicitar cópia do Diário Oficial, comprovando não atuar na área;
Cópia (xerox) dos documentos (Identidade Civil, CPF, Título de Eleitor);
Cópia (xerox) de um comprovante de residência no nome do requerente (*);
Uma foto 3x4.

Observações:
- Estar em dia com as anuidades do Conselho até a data da solicitação do cancelamento. Caso exista débitos o inscrito deverá ser encaminhado a Assessoria de Cobrança para o pagamento da dívida;

8. REINSCRIÇÃO

Quando o inscrito que solicitou o cancelamento decidir retornar a atuar na área da Enfermagem, são necessários os seguintes documentos:
Carteira de Identidade profissional do COREN.
Cópia (xerox) e original do Diploma ou Certificado do curso;
Cópia (xerox) dos documentos (Identidade Civil, CPF, Título de Eleitor e CTPS, sendo as paginas da foto e da filiação);
Cópia (xerox) da Certidão de Nascimento ou Casamento, conforme estado civil;
Cópia (xerox) de um comprovante de residência no nome do requerente (*);
Uma foto 3x4.


9. TÉCNICO DE ENFERMAGEM DO TRABALHO

Documentos necessários:
Diploma original do curso de Auxiliar e/ou Técnico em Enfermagem do Trabalho (caso o histórico escolar não esteja discriminado no verso, o mesmo deverá ser solicitado;
Cópia do certificado do curso de Auxiliar e/ou Técnico em Enfermagem;
Cópia da cédula de identidade profissional do COREN-ES;
Cópia da identidade civil (RG);
Original da Carteira tipo livreto do COREN-ES.
Observações:
- O inscrito deverá estar em dia com as anuidades do COREN-ES, para solicitar a inscrição da qualificação.


10. ESPECIALIZAÇÃO

Este caso é valido somente para Enfermeiros.
São reconhecidos os cursos de pós-graduação, desde que observados os seguintes requisitos:
- Ter carga horária mínima de 360 horas;
- Oferecido por instituição de ensino superior ou por instituições especialmente credenciadas para atuarem neste nível educacional, incluindo aqueles oferecidos pelas sociedades de especialistas, de acordo com a legislação vigente;

Documentos necessários:
Diploma original de Especialista (caso o histórico escolar não esteja discriminado no verso, o mesmo deverá ser solicitado;
Cópia (xerox) do Diploma do curso de Enfermagem;
No Histórico Escolar deve constar as disciplinas cursadas, nome do Professor responsável e a sua titulação, carga horária total, monografia e a avaliação do aluno;
Cópia da cédula de identidade profissional do COREN-ES;
Cópia da identidade civil (RG);
Original da Carteira tipo livreto.
Observações:
- O inscrito deverá estar em dia com as anuidades do COREN-ES, para solicitar a inscrição da qualificação;
- No caso de título de especialista adquirido através de Prova de Título, apresentar também os seguintes documentos para inscrição:
Diploma Original, oferecido pela sociedade competente, com o número do registro sob controle da mesma;
SAÚDE NO FOCO

CONVULSÃO, PRIMEIROS SOCORROS

Definição:

Convulsões são contrações e relaxamentos repentinos e violentos dos músculos, geralmente causadas por atividade elétrica cerebral incontrolada.

Considerações gerais:
A maioria das convulsões dura de 30 a 45 segundos.
Quando as convulsões recorrem e não há causas subjacentes que possam ser tratadas diretamente, diz-se que a pessoa tem epilepsia. A epilepsia é normalmente controlável com medicamento.

Não há nada que possa ser feito para interromper a convulsão depois de seu início. Tudo o que pode ser feito é ajudar a proteger a vítima de se machucar e solicitar assistência médica se necessário.

Se uma criança pequena tiver convulsões múltiplas pela primeira vez, presuma que tenha ingerido veneno e preste os primeiros socorros adequados.
Tente cronometrar a duração das convulsões para que o médico tenha uma idéia da gravidade.
Causas:


• Epilepsia
• Uso de álcool
• Barbitúricos, intoxicação ou supressão
• Lesões ou doenças cerebrais
• Tumor cerebral (raro)
• asfixia
• Abuso de drogas
• Choque elétrico
• Febre (especialmente em crianças pequenas)
• Lesões na cabeça
• Doenças cardíacas
• Doença por calor (ver intolerância ao calor)
• Pressão sangüínea alta
• Meningite
• Envenenamento
• Derrame cerebral
• Toxemia de gestação
• Uremia associada a insuficiência renal
• Mordidas ou picadas venenosas (ver mordida de cobra)
• Supressão de benzodiazepínicos (tais como Valium)

Sintomas:
• Breves períodos de inconsciência ou comportamento confuso
• Baba ou espuma na boca
• Grunhidos ou roncos
• Formigamento local ou contração em uma parte do corpo
• Perda de controle da bexiga ou intestino
• Queda repentina; perda da consciência
• Ausência temporária da respiração
• Espasmos musculares vigorosos com contrações e reflexos dos membros

Primeiros socorros:
1.Em caso de convulsão, a principal estratégia é tentar evitar que a vítima se machuque. Tente proteger a vítima de quedas. Deite a vítima no chão em uma área segura.

2.Retire móveis ou outros objetos pontiagudos da área ao redor da vítima.

3.Sem restringir os movimentos da vítima durante a convulsão, afrouxe qualquer vestimenta apertada, principalmente ao redor do pescoço.

4.Em caso de vômito, tente virar a cabeça da vítima para que o vômito seja expelido e não aspirado para dentro dos pulmões ou pela traquéia.
5.No caso de crianças, se a convulsão aparentar ser resultado de febre, esfrie a criança gradualmente, usando uma esponja úmida ou compressa fria e água morna. Uma dose apropriada de paracetamol (Tylenol) pode ser usada. Entretanto, NÃO mergulhe a criança em uma banheira fria.

6.Depois de uma convulsão, a maioria das vítimas cai em um sono profundo. Não impeça o sono. A vítima provavelmente ficará desorientada por um período após despertar.

7.Fique com a vítima até a recuperação ou até que haja assistência médica profissional. Enquanto isso, monitore seus sinais vitais (pulso, freqüência respiratória, pressão sangüínea).
Não se deve:
• Conter a vítima
• Colocar objeto algum entre os dentes da vítima durante uma convulsão (incluindo os dedos)
• Mover a vítima, a não ser que esteja em perigo ou perto de algo perigoso.
• Tentar fazer a vítima parar a convulsão - elas não conseguem se controlar durante uma convulsão.
• Fazer respiração artificial em uma vítima convulsiva, mesmo que esteja ficando azul. A maioria das convulsões acaba antes que possa haver dano cerebral.
• Dar nada à vítima por via oral até que as convulsões tenham parado e a vítima esteja completamente acordada e alerta.
Procure imediatamente assistência médica de emergência se:
• A convulsão durar mais de dois minutos ou houver convulsões recorrentes (mais de um episódio por hora).
• A vítima não acordar nos intervalos entre as convulsões.
• A vítima estiver doente, machucada ou intoxicada.
• A vítima nunca havia tido convulsões antes.
• A vítima for diabética ou tiver pressão sangüínea alta.
• A vítima estiver grávida.
• A vítima tiver uma convulsão na água.
• A vítima parecer fraca ou febril após o término das convulsões.
Prevenção:
• Epiléticos devem sempre usar uma etiqueta de alerta médico.
• Manter febres sob controle, principalmente em crianças.
SAÚDE NO FOCO

domingo, 15 de agosto de 2010

ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS
Administração de medicamentos é uma das atividades de maior responsabilidade da equipe de enfermagem. Requer conhecimentos de farmacologia e terapêutica médica no que diz respeito a medicamentos, ação, dose, efeitos colaterais, métodos e precauções na administração das drogas. Sendo assim preparei este post com todas as orientações necessárias para capacitação do profissional que irá administrar medicamentos.
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS
1. Gastrointestinal:
Oral ou bucal
Sublingual.
Gástrica.
Retal.
Duodenal.
2. Respiratória.
3. Vaginal.
4. Cutânia.
5. Nasal
6. Ocular.
7. Auricular.
8. Parenteral:
- intradérmica (ID).
- subcutânea (SC).
- Intramuscular (IM).
- Endovenosa (EV) ou intravenosa (IV).
REGRAS GERAIS
1. Todo medicamento deve ser prescrito pelo médico.
2. A prescrição deve ser escrita e assinada. Somente em caso de emergência, a enfermagem pode atender prescrição verbal, que deverá ser transcrita pelo médico logo que possível.
3. Nunca administrar medicamento sem rótulo.
4. Verificar data de validade do medicamento.
5. Não administrar medicamentos preparados por outras pessoas.
6. Interar-se sobre as diversas drogas, para conhecer cuidados específicos e efeitos colaterais.
- melhor horário;
- diluição formas, tempo de validade;
- ingestão com água, leite, sucos;
- antes, durante ou após as refeições ou em jejum;
- incompatibilidade ou não de mistura de drogas;
7. Tendo dúvida sobre o medicamento, não administrá-lo.
8. Manter controle rigoroso sobre medicamentos disponíveis.
9. Alguns medicamentos, como antibióticos, vitaminas e sulfas, precisam ser guardados corretamente, pois se alteram na presença da luz, do ar ou do calor.

CUIDADOS NA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS
- Ao preparar a bandeja de medicamentos, não conversar.
- Ter sempre à frente, enquanto prepara o medicamento, o cartão do medicamento ou a prescrição médica.
- Ler o rótulo do medicamento três vezes, comparado-o com a prescrição:
a) antes de retirar o recipiente do armário;
b) antes de colocar o medicamento no recipiente para administrar;
c) antes de repor o recipiente no armário.- Colocar o cartão e o recipiente de medicamentos sempre juntos, na bandeja.
- Não tocar com a mão em comprimidos, cápsulas, drágeas, pastilhas.
- Esclarecer dúvidas existentes antes de administrar o medicamento.
- Identificar o paciente antes de administrar o medicamento, solicitando nome completo e certificando-se da exatidão do mesmo, pelo cartão de medicamento ou prontuário.
- Lembrar a regra dos 5 certos: medicamento certo, paciente certo, dose certa, hora certa, via certa.
- Só cancelar a medicação após administrá-la, rubricando ao lado.
- Quando o medicamento deixar de ser administrado por estar em falta, por recusado paciente, jejum, esquecimento, ou erro, fazer a anotação no relatório.
- Fazer anotações cuidadosas sobre efeitos dos medicamentos ou queixas do paciente.
- Para uma medida perfeita, ao despejar o medicamento no copo graduado, levantá-lo à altura dos olhos.
Correspondência: colher de sopa (15ml), colher de sobremesa (10ml), colher de chá (5ml), colher de café (3ml).
- Ter sempre o cuidado de limpar com gaze a boca dos vidros de medicamentos, antes de guardá-los.
- Ao colocar o medicamento no copo, manter o rótulo do frasco voltado para a mão, a fim de não sujá-lo.
- Se faltar medicamentos, tomar providências imediatas, seguindo normas e rotinas do serviço.
- Certificar-se sobre as ordens de controle hídrico, dietas, jejum, suspensão de medicamentos antes de prepará-los.

É de grande utilidade seguir o roteiro para a correta administração de medicamentos
1. O cliente tem alguma alergia?
2. Que medicamentos foram prescritos?
3. Por que está recebendo esses medicamentos?
4. Que informações devem ser dadas pela enfermagem, em relação ao efeito desses medicamentos sobre o cliente?
5. Existem cuidados de enfermagem específicos devido à ação das drogas contidas nestes medicamentos?
6. Como devem ser administrados os medicamentos?
7. Que precauções devem ser tomadas na administração de tais medicamentos? Existem precauções especiais que devem ser tomadas por causa da idade, condição física ou estado mental do paciente?
8. Alguns dos medicamentos exigem medidas acautelatórias especiais na administração?
9. O paciente precisa aprender alguma coisa com relação à sua terapia médica?
10. O paciente ou sua família necessita de conhecimento ou habilidades específicas para continuar a terapia em casa?

CUIDADOS NA DILUIÇÃO
- Todas as drogas que provocam irritações e com gosto forte, devem ser diluídas, caso não haja contra-indicação.
- Normalmente, não é aconselhável misturar medicamentos líquidos. Poderá ocorrer uma reação química, resultando em precipitado.
- Água fresca deve ser usada para aumentar o paladar, se não houver contra-indicação.
- Satisfazer o quanto possível os pedidos do paciente quanto ao gosto, que pode ser melhorado, dissolvendo-se o medicamento em suco de frutas ou acrescentando açúcares, se não houver contra-indicação.
- Medicamentos amargos podem ser diluídos na água. Diminui-se o amargor colocando-se gelo na boca antes e depois da medicação.
- Xaropes devem ser administrados puros.
- Salicilatos, digital, corticóides, irritam a mucosa gástrica e podem produzir náuseas e vômitos. Devem ser servidos com leite, e durante as refeições.
- O gosto do iodeto de potássio e solução de lugol pode ser amenizado diluindo-os em suco de uva ou laranja.
-O óleo de rícino ou outros óleos podem ser misturados com suco de laranja ou de limão, café ou chá. Gelo também desestimula as papilas gustativas. É bom tomar com substâncias efervescentes e geladas (coca-cola, guaraná).
- Antibióticos, de modo geral, devem ser tomados com água (nunca com leite) e com estômago vazio.
CUIDADOS EM RELAÇÃO AO REGISTRO DOS MEDICAMENTOS
A fim de evitar acidentes, desperdícios, roubos e uso abusivo, os medicamentos devem ser guardados em lugar apropriado e controlados.
Deve existir uma relação do estoque disponível, e dependendo da utilização um controle de saída diária, semanal ou mensal.
As saídas podem ser controladas pelo receituário, folha de prescrição ou relatório de enfermagem. O importante é que exista um sistema de controle.
O cancelamento no local apropriado (relatório, ficha ou prontuário) deve ser feito logo após a aplicação.
Sendo as anotações de enfermagem um documento oficial, é de grande importância que o cuidados seja assinado ou rubricado por quem fez.
VIA ORAL, BUCAL
É a administração de medicamento pela boca.
Contra-indicações
- Pacientes incapazes de deglutir ou inconscientes.
- Em casos de vômito.
- Quando o paciente está em jejum para cirurgia ou exame.
MATERIAL
• Pratinhos ou copinhos descartáveis.
• Conta-gotas.
• Copo graduado.
MÉTODO
1. Lavar as mãos.
2. Identificar o recipiente com o nome do paciente, número do leito, medicamento e dose.
3. Colocar os medicamentos nos, recipientes identificados, diluindo-os se for necessário.
4. Levar a bandeja para junto do paciente.
5. Perguntar o nome do paciente, fazendo a verificação no cartão de identificação.
6. Colocar o comprimido na mão ou na boca do paciente. Se for líquido, dar no copinho descartável.
7. Oferecer-lhe água ou leite.
8. Verificar se o paciente deglutiu o medicamento: nunca deixá-lo sobre a mesa-de-cabeceira.
9. Colocar o material em ordem.
10. Lavar as mãos.
11. Checar o horário e fazer as anotações.
OBSERVAÇÕES
• Os medicamentos em pó devem ser dissolvidos.
• Pacientes inconscientes não devem tomar medicação por via oral.
• Gotas devem ser medidas com conta-gotas.
• Dissolver os medicamentos para os pacientes que têm dificuldade me deglutir.
• Ao administrar digitálicos, contar pulso radial e apical. Se estiver abaixo de 60 b.p.m. não administrar. Acima de 120 b.p.m. pode indicar intoxicação digitálica.
Considerar sempre o melhor horário para administrar os medicamentos. Exemplo: os diuréticos devem ser administrados, de preferência, no período da manhã.
VIA SUBLINGUAL
Consiste em colocar o medicamento debaixo da língua e deixar que seja absorvido pela mucosa bucal.
MÉTODO
1. Lavar as mãos.
2. Separar o medicamento
3. Dar água para o paciente enxaguar a boca.
4. Colocar o medicamento sob a língua e pedir para abster-se de engolir a saliva por alguns minutos, a fim de que a droga seja absorvida.
5. Lavar as mãos.
6. Checar o horário e fazer as anotações necessárias.

VIA GÁSTRICA
É feita através da introdução do medicamento na sonda nasogástrica. É utilizada para pacientes inconscientes e pacientes impossibilitados de deglutir.
Os medicamentos sólidos são dissolvidos em água e introduzidos na via gástrica com seringa.
As cápsulas são abertas, dissolvendo-se o pó medicamentoso nelas contido.
Obs.: Ver cuidados específicos na técnica de sondagem gástrica.

VIA RETAL
É a introdução do medicamento no reto, em forma de supositórios ou clister medicamentoso.
MATERIAL
Bandeja contendo:
• Supositório
• Gaze, papel higiênico
• Cuba-rim • Saco plástico para lixo
• Luva de procedimento
SUPOSITÓRIO
1. Explicar ao paciente o que vai fazer.
2. Lavar as mãos.
3. Colocar o supositório sobre uma gaze, numa cuba-rim ou bandeja pequena.
4. Colocar o paciente em decúbito lateral.
5. Calçar a luva na mão dominante, e com o polegar e indicador da outra mão afastar o ânus.
6. Introduzir o supositório no reto, delicadamente, e pedir ao paciente que o retenha.
7. Retirar a luva e desprezar no saco plástico.
8. Colocar o material em ordem.
9. Lavar as mãos.
10. Checar o horário.
OBSERVAÇÕES
- O paciente poderá colocar com auxílio da enfermagem.
- Em se tratando de criança, comprimir levemente as nádegas para evitar o retorno do supositório.
- As vezes é necessário colocar imediatamente a comadre ou encaminhar o paciente ao banheiro.

VIA VAGINAL
É a introdução e absorção de medicamentos no canal vaginal. O medicamento pode ser introduzido sob a forma de:
1. Velas, tampões, supositórios, comprimidos.
2. Óvulos.
3. Lavagens e irrigação.
4. Cremes ou gel.
MATERIAL
• Luvas de procedimento
• Aplicador vaginal
• Gaze com vaselina • Saco plástico para lixo.
• Comadre, se necessário
MÉTODO
1. Explicar à paciente sobre o que vai ser feito.
2. Lavar as mãos.
3. Organizar o material e levá-lo para junto da paciente.
4. Cercar o leito com biombo.
5. Colocar a paciente em posição ginecológica.
6. Calçar as luvas.
7. Colocar o medicamento no aplicador e lubrificar a ponta com vaselina, ou umedecê-la com água, para facilitar a penetração.
8. Abrir os pequenos lábios, expor o orifício vaginal e introduzir o aplicador com o medicamento. O aplicador deve ser dirigido em direção ao sacro, para baixo e para trás, cerca de 5cm, para que o medicamento seja introduzido na parede posterior da vagina.
9. Pressionar o êmbolo, introduzindo o medicamento.
10. Pedir para que a paciente permaneça em decúbito dorsal, aproximadamente por 15 minutos, com um travesseiro sob os quadris, para melhor distribuição de medicamento sobre a mucosa.
11. Colocar um absorvente, se necessário.
12. Retirar as luvas e deixar o ambiente em ordem.
13. Providenciar a limpeza e a ordem do material.
14. Lavar as mãos.
15. Checar o horário na prescrição médica e fazer as anotações necessárias.

VIA TÓPICA OU CUTÂNEA
É a aplicação de medicamento por fricção na pele. Sua ação pode ser local ou geral. Ex.: pomadas, linimentos, anti-sépticos.
MATERIAL

Bandeja contendo:
• Medicamento.
• Gaze. • Espátula.
• Luvas de procedimento. • Saco plástico para lixo.
MÉTODO
1. Explicar ao paciente sobre o cuidado a fazer ou orientar para que faça higiene local, se necessário.
2. Lavar as mãos.
3. Organizar o material e dispô-lo junto ao paciente.
4. Expor o local.
5. Calçar as luvas.
6. Colocar o medicamento sobre a gaze, com a espátula.
7. Aplicar e espalhar delicadamente o medicamento, fazendo fricção, se necessário.
8. Retirar as luvas.
9. Deixar o paciente confortável e o ambiente em ordem.
10. Providenciar a limpeza e a ordem do material.
11. Lavar as mãos.
12. Checar o cuidado e fazer as anotações necessárias.

VIA NASAL
Consiste em levar à mucosa nasal um medicamento líquido.
MATERIAL
Bandeja contendo:
• Frasco de medicamento.
• Conta-gotas.
• Algodão ou cotonete.
• Cuba-rim.
• Gaze ou lenço de papel.
• Saco plástico para lixo.
MÉTODO
1. Explicar ao paciente sobre o cuidado, e solicitar que faça a higiene das narinas, se necessário.
2. Lavar as mãos.
3. Levar o material até a unidade do paciente.
4. Inclinar a cabeça para trás (sentado ou deitado).
5. Retirar, através do conta-gotas, a dosagem do medicamento prescrita.
6. Pingar a medicação na parte superior da cavidade nasal, evitando que o conta-gotas toque a mucosa.
7. Solicitar ao paciente que permaneça nesta posição por mais alguns minutos.
8. Deixar o ambiente em ordem e o paciente confortável.
9. Lavar as mãos.
10. Providenciar a limpeza e a ordem do material.
11. Checar o horário na prescrição médica e fazer as anotações necessárias.

VIA OCULAR
É a aplicação de colírio ou pomada na conjuntiva ocular.
MATERIAL
Bandeja contendo:
• Colírio ou pomada.
• Conta-gotas.
• Algodão, gaze ou lenço de papel.
• Espátula.
• Saco plástico para lixo.
Aplicação de colírio
1. Explicar ao paciente sobre o cuidado.
2. Lavar as mãos.
3. Organizar o material e levar para perto do paciente.
4. Posicionar o paciente com a cabeça um pouco inclinada para trás.
5. Retirar, com o conta-gotas, a quantidade de medicação prescrita.
6. afastar com o polegar a pálpebra inferior, com auxílio do lenço ou gaze, expondo o fornix inferior.
7. Solicitar ao paciente que olhe para cima e instilar a medicação no ponto médio do fundo do saco conjuntival, mantendo o olho levemente aberto, sem forçar, para que o colírio não se perca.
8. Enxugar o excesso de líquido com gaze ou lenço de papel.
9. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem.
10. Providenciar a limpeza e a ordem do material.
11. Lavar as mãos.
12. Checar o horário na prescrição médica e fazer as anotações necessárias.
Aplicação de pomada
1. Afastar a pálpebra inferior com o polegar.
2. Colocar cerca de 2 cm de pomada com o auxílio de uma espátula ou a própria bisnaga.
3. Após a aplicação, solicitar ao paciente que feche lentamente as pálpebras e faça movimentos giratórios do globo ocular.
4. Com auxílio do algodão ou lenço de papel, retirar o excesso de pomada e fazer uma pequena fricção sobre o olho, para que a medicação se espalhe.
5. Ocluir o olho com monóculo, quando indicado.

VIA AURICULAR
Consiste em introduzir o medicamento no conduto auditivo externo (ouvido).
MATERIAL
Bandeja contendo:
• Medicamento prescrito.
• conta-gotas.
• cuba-rim. • Gaze, bola de algodão ou cotonete.
• Saco plástico para lixo.
MÉTODO
1. Explicar ao paciente o que vai ser feito.
2. Lavar as mãos.
3. Organizar o material e levar para próximo do paciente.
4. Inclinar a cabeça do paciente lateralmente (sentado ou deitado).
5. Retirar, através de conta-gotas, a medicação prescrita.
6. Entreabrir a orelha e pingar a medicação, evitando que o conta-gotas toque o orifício interno do ouvido. No adulto, puxar com delicadeza o pavilhão da orelha para cima e para trás, a fim de retificar o conduto auditivo. Na criança, puxar para baixo e para trás.
7. Deixar o paciente confortável e o ambiente em ordem.
8. Providenciar a limpeza e a ordem do material.
9. Lavar as mãos.
10. Checar o horário na prescrição médica e fazer as anotações de enfermagem.
* A medicação deve ser administrada à temperatura ambiente. Se estiver na geladeira, retirar e aguardar o tempo necessário.

VIA PARENTERAL
É a administração de drogas ou nutrientes pelas vias intradérmica (ID), subcutânea (SC), intramuscular (IM), intravenosa (IV) ou endovenosa (EV).
Embora mais raramente e reservadas aos médicos, utilizam-se também as vias intra-arterial, intra-óssea, intratecal, intraperitonial, intrapleural e intracardíaca.
Existe uma fundamental diferença entre a VIA ENTERAL, em que o medicamento é introduzido no aparelho digestivo e a VIA PARENTERAL. Nesta, as substâncias são aplicadas diretamente nos tecidos através de injeção, com emprego de seringas, agulhas, cateteres ou hipospray.
Vantagens
• Absorção mais rápida e completa.
• Maior precisão em determinar a dose desejada.
• Obtenção de resultados mais seguros.
• Possibilidade de administrar determinadas drogas que são destruídas pelos sucos digestivos.
Desvantagens
• Dor, geralmente causada pela picada da agulha ou pela irritação da droga.
• Em casos de engano pode provocar lesão considerável.
• Devido ao rompimento da pele, pode ocorrer o risco de adquirir infecção.
• Uma vez administrada a droga, impossível retirá-la.
Requisitos básicos
• Drogas em forma líquida. Pode estar em veículo aquoso ou oleoso, em estado solúvel ou suspensão e ser cristalina ou coloidal.
• Soluções absolutamente estéreis, isentas de substâncias pirogênicas.
• O material utilizado na aplicação deve ser estéril e descartável, de preferência.
• A introdução de líquidos deve ser lenta, a fim de evitar rutura de capilares, dando origem a microembolias locais ou generalizadas.

PROBLEMAS QUE PODEM OCORRER
Embora muito utilizada para a administração de medicamentos, a via parenteral não é isenta de riscos.
As aplicações devem ser feitas com o máximo zelo, a fim de diminuir traumas e acidentes.
Os acidentes causam: dor, prejuízo (falta à escola e/ou serviço, gastos) deficiência e até morte.
Além dos problemas específicos a cada via, temos alguns problemas gerais, enumerados por HORTA & TEIXEIRA.
1. Infecções
Podem resultar da contaminação do material, da droga ou em conseqüência de condições predisponentes do cliente, tais como: mau estado geral e presença de focos infecciosos.
As infecções podem ser locais ou gerais.
Na infecção local, a área apresenta-se avermelhada, inturnescida, mais quente ao toque e dolorida.
Além disso, pode haver acumulo de pus, denominado abscesso.
Pode aparecer também fleimão ou flegmão, que é uma inflamação piogênica, com infiltração e propagação para os tecidos, caracterizando-se pela ulceração ou supuração.
Além das infecções locais em casos mais graves, a infecção pode generalizar-se, aparecendo então a septicemia: infecção generalizada, conseqüente à pronunciada invasão na corrente sangüínea por microorganismos oriundos de um ou mais focos nos tecidos, e possivelmente, com a multiplicação dos próprios microorganismos no sangue.
2. Fenômenos alérgicos
Os fenômenos alérgicos aparecem devido à susceptibilidade do indivíduo ao produto usado para anti-sepsia ou às drogas injetadas.
A reação pode ser local ou geral, podendo aparecer urticária, edema, o Fenômeno de Arthus ou mesmo choque anafilático.
O Fenômeno de Arthus é uma reação provocada por injeções repetidas no mesmo local, caracterizada pela não absorção do antígeno, ocasionando infiltração, edema, hemorragia e necrose no ponto de inoculação.
No choque anafilático aparece a dilatação geral dos vasos, com congestionamento da face, seguida de palidez, alucinações, agitação, ansiedade, tremores, hiperemia, cianose, edema de glote, podendo levar à morte.
3. Má absorção das drogas
Quando a droga é de difícil absorção, ou é injetada em local inadequado pode provocar a formação de nódulos ou abscessos assépticos, que além de incomodativos e dolorosos, fazem com que a droga não surta o efeito desejado.
4. Embolias
Resultam da introdução na corrente sangüínea de ar, coágulos, óleos ou cristais de drogas em suspensão. É um acidente grave conseqüente da falta de conhecimento e habilidade do profissional.
Pode ser devido à falta de aspiração antes de injetar uma droga, introdução inadvertida de ar, coágulo, substância oleosa ou suspensões por via intravenosa, ou à aplicação de pressão muito forte na injeção de drogas em suspensão ou oleosas, causando a rutura de capilares, com conseqüente microembolias locais ou gerais.
5. Traumas
Podemos dividi-los em trauma psicológico e trauma tissular.
No trauma psicológico, o cliente demonstra medo, tensão, choro, recusa do tratamento, podendo chegar à lipotimia. O medo pode levar à exagerada contração muscular, impedindo a penetração da agulha, acarretando acidentes ou a contaminação acidental do material.
É sempre de grande importância orientar o cliente, e acalmá-lo, antes da aplicação. Nos casos extremos, esgotados os recurso psicológicos, faz-se necessária uma imobilização adequada do cliente, a fim de evitar outros danos.
Os traumas tissulares são de etilogias diversas, podendo ser conseqüentes à agulha romba ou de calibre muito grande, que causa lesão na pele ou ferimentos, hemorragias, hematomas, equimoses, dor, paresias, parestesias, paralisias, nódulos e necroses, causando por técnica incorreta, desconhecimento dos locais adequados para as diversas aplicações, falta de rodízio dos locais de aplicação ou variações anatômicas individuais.
MATERIAL
Bandeja contendo:
• Seringas e agulhas esterilizadas. O ideal é usar material descartável.
• Algodão.
• Recipiente com álcool a 70%.
• Serrinha, se a ampola não for semi-serrada.
• Garrote.
• Medicamento prescrito.
• Cartão de identificação.
• Saco para lixo.
PREPARO DO MEDICMANTO EM AMPOLA
1. Lavar as mãos.
2. Certificar-se do medicamento a ser aplicado, dose, via e paciente a que se destina.
3. Antes de abrir a ampola, certificar-se que toda a medicação está no corpo da ampola e não no gargalo. Se não estiver, fazer a medicação descer fazendo movimentos rotatórios com a ampola.
4. Fazer desinfecção do gargalo com algodão embebido em álcool a 70%.
5. Proteger os dedos com algodão, ao serrar ou quebrar o gargalo.
6. Abrir a embalagem da seringa.
7. Adaptar a agulha ao bico da seringa, zelando para não contaminar as duas partes.
8. Certificar-se do funcionamento da seringa, verificando, também se a agulha está firmemente adaptada.
9. Manter a seringa com os dedos polegar e indicador e segurar a ampola entre os dedos médio e indicador da outra mão.
10. Introduzir a agulha na ampola e proceder à aspiração do conteúdo, invertendo lentamente a agulha, sem encostar na borda da ampola.
11. Virar a seringa com a agulha para cima, em posição vertical e expelir o ar que tenha penetrado.
12. Desprezar a agulha usada para aspirar.
13. Escolher, para a aplicação, uma agulha de calibre apropriado à solubilidade da droga e à espessura do tecido subcutâneo do paciente (VER Tabela).
14. Manter a agulha protegida com protetor próprio.
15. Identificar a seringa e colocá-la na bandeja com o algodão e o recipiente com álcool a 70%.
PREPARO DO MEDICAMENTO EM FRASCO (PÓ)
1. Retirar a tampa metálica, e fazer desinfecção da tampa da rolha com algodão embebido em álcool.
2. Abrir a ampola.
3. Preparar a seringa, escolhendo uma agulha de maior calibre (25 x 9, 10 ou 12).
4. Aspirar o líquido da ampola e introduzir no frasco. (A agulha deve apenas atravessar a tampa da rolha).
5. Retirar a seringa.
6. Homogenizar a solução, fazendo a rotação do frasco, evitando a formação de espuma.
7. Colocar ar na seringa, em volume igual ao medicamento a ser aspirado.
8. Soerguer o frasco, aspirando.
9. Retirar o ar contido na seringa.
10. Trocar de agulha e identificar a seringa.
SUGESTÕES PARA DIMINUIR A DOR NAS INJEÇÕES
1. Transmitir confiança.
2. Aplicar compressas quentes ou cubos de gelo, um pouco antes da aplicação.
3. Introduzir a agulha rapidamente.
4. Injetar a solução vagarosamente.
5. Deixar na seringa uma pequena bolha de ar que, injetada no final, evitará a dor, especialmente no caso de soluções irritantes para os tecidos.
6. Fazer rodízio de locais de aplicações, evitando áreas doloridas.
7. Escolher a agulha ideal ao tipo de paciente e da solução, evitando agulhas calibrosas demais (Tabela I).
8. Manter o paciente em posição confortável e apropriada (ver posição indicada).
9. Não aplicar com agulhas com pontas rombas ou rombudas.
10. Após a aplicação, fazer pressão leve e constante no local de penetração da agulha. Massagear a área, a não ser que haja contra-indicação.
11. Existem medicamentos doloridos que vem acompanhados de diluentes com anestésico.
INJEÇÃO INTRADÉRMICA (ID)
É a aplicação de drogas na derme ou córion.
Geralmente utilizada para realizar teste de hipersensibilidade, em processos de sensibilidade e imunização. (BCG).
ÁREA DE APLICAÇÃO
Na face interna do antebraço ou região escapular, locais onde a pilosidade é menor e oferece acesso fácil à leitura da reação aos alérgenos.
A vacina BCG intradérmica é aplicada na área de inserção inferior do deltóide direito.
MATERIAL

Bandeja contendo:
• Seringa especial, tipo insulina ou vacina.
• Agulha pequena: 13 x 3,8 ou 4,5.
• Etiqueta de identificação.
• Saco plástico para lixo.
MÉTODO
1. Lavar as mãos.
2. Preparar o medicamento, conforme técnica anteriormente descrita.
3. Explicar ao paciente o que vai fazer e deixá-lo em posição confortável e adequada.
4. Expor a área de aplicação.
5. Firmar a pele com o dedo polegar e indicador da mão não dominante.
6. Com a mão dominante, segurar a seringa quase paralela à superfície da pele (15") e com o bisel voltado para cima, injetar o conteúdo.
7. Retirar a agulha, sem friccionar o local. colocar algodão seco somente se houver sangramento ou extravasamento da droga.
8. Deixar o paciente confortável e o ambiente em ordem.
9. Providenciar a limpeza e a ordem do material.
10. Lavar as mãos.
11. Anotar o cuidado.
Observações
1. A injeção ID geralmente é feita sem anti-sepsia para não interferir na reação da droga.
2. A substância injetada deve formar uma pequena pápula na pele.
3. A penetração da agulha não deve passar de 2 mm (somente o bisel).
INJEÇÃO SUBCUTÂNEA (SC)
A via subcutânea, também chamada hipodérmica, é indicada principalmente para drogas que não necessitam ser tão rapidamente absorvidas, quando se deseja eficiência da dosagem e também uma absorção contínua e segura do medicamento.
Certas vacinas, como a anti-rábica, drogas como a insulina, a adrenalina e outros hormônios, têm indicado especifica por esta via.
ÁREAS DE APLICAÇÃO
Os locais mais adequados para aplicação são aqueles afastados das articulações, nervos e grandes vasos sangüíneos:
- partes externas e superiores dos braços;
- laterais externas e frontais das coxas;
- região gástrica e abdome (hipocondrio D e E);
- nádegas;
- costas (logo acima da cintura).
Obs.: Na aplicação de injeções subcutâneas o paciente pode estar em pé, sentado ou deitado, com a área bem exposta.
Não se deve aplicar: - nos antebraços e pernas;
- nas proximidades do umbigo e da cintura;
- próximo das articulações;
- na região genital e virilha.
MATERIAL
Bandeja contendo:
• Seringa especial de 0,5 a 1 ml (seringa para insulina).
• Agulhas pequenas 13 x 3,8 ou 4,5.
• Álcool a 70%.
• Algodão.
• Etiqueta de identificação.
• Saco plástico para lixo.
MÉTODO
1. Lavar as mãos.
2. Preparo da medicação conforme técnica anteriormente descrita.
3. Explicar ao paciente o que vai fazer e deixá-lo confortável, sentado ou deitado.
4. Expor a área de aplicação e proceder a anti-sepsia do local escolhido.
5. Permanecer com o algodão na mão não dominante.
6. Segurar a seringa com a mão dominante, como se fosse um lápis.
7. Com a mão não dominante, fazer uma prega na pele, na região onde foi feita a anti-sepsia.
8. Nesta prega cutânea, introduzir a agulha com rapidez e firmeza, com ângulo de 90º (perpendicular à pele).
9. Aspirar para ver se não atingiu um vaso sanguíneo, exceto na administração da heparina.
10. Injetar o líquido vagarosamente.
11. Esvaziada a seringa, retirar rapidamente a agulha, e com algodão fazer ligeira pressão no local, e logo após, fazer a massagem. Para certos tipos de drogas, como a insulina e a heparina, não é conveniente a massagem após a aplicação, para evitar a absorção rápida.
12. Observar o paciente alguns minutos, para ver se apresenta alterações.
13. Providenciar a limpeza e a ordem do material.
14. Lavar as mãos.
15. Checar o cuidado fazendo as anotações necessárias.
OBSERVAÇÕES
1. Não utilizando a agulha curta, a angulação será de 45º para indivíduos normais, 60º para obesos e 30º para excessivamente magros.
2. A diluição das drogas deve ser feita com precisão e segurança. Na dúvida, não aplicar.
3. Na aplicação da heparina subcutânea, para evitar traumatismo do tecido, não é recomendado aspirar antes de injetar a medicação e para evitar absorção rápida da medicação, não se deve massagear o local após a aplicação.
4. Na aplicação de insulina, utilizar a técnica do revezamento, que é um sistema padronizado de rodízio dos locais das injeções para evitar abscessos, lipodistrofias e o endurecimento dos tecidos na área da injeção.
INJEÇÃO INTRAMUSCULAR (IM)
É a deposição de medicamento dentro do tecido muscular.
Depois da via endovenosa é a de mais rápida absorção; por isso o seu largo emprego.
Locais de aplicação
Na escolha do local para aplicação, é muito importante levar em consideração:

a) a distância em relação a vasos e nervos importantes;
b) musculatura suficientemente grande para absorver o medicamento;
c) espessura do tecido adiposo;
d) idade do paciente;
e) irritabilidade da droga;
f) atividade do cliente;
São indicadas, para aplicação de injeção intramuscular as seguintes regiões:

a) região deltoidiana - músculo deltoíde.
b) região ventro-glútea ou de Hachstetter - músculo glúteo médio.
c) região da face ântero-lateral da coxa - músculo vasto lateral (terço médio).
d) região dorso-glúteo - músculo grande glúteo (quadrante superior externo).
Escolha do local
Embora existam controvérsias, segundo CASTELLANOS a ordem de preferência deve ser:
1º Região ventro-glútea: indicada em qualquer idade.
2º Região da face ântero-lateral da coxa: contra-indicada para menores de 28 dias e indicada especialmente para lactentes e crianças até 10 anos.
3º Região dorso-glútea: contra-indicada para menores de 2 anos, maiores de 60 anos e pessoas excessivamente magras.
4º Região deltoidiana: contra-indicada para menores de 10 anos e adultos com pequeno desenvolvimento muscular.
Observações
1. Em nosso meio, a região FALC é usada também para recém-nascidos e a região DG também para menores de 2 anos.
2. Na escolha do local, devem ser consideradas as condições musculares.
Escolha da agulha
Para aplicar com agulha ideal, deve-se levar em consideração: o grupo etário, a condição física do cliente e a solubilidade da droga a ser injetada.
TABELA I
Dimensões de agulhas em relação ao grupo etário, condição física e tipo de solução ( Injeção IM)
Espessura da tela subcutânea Soluções aquosas Soluções oleosas e suspensões
Adulto: magro
normal
obeso 25 x 6 ou 7
30 x 6 ou 7
40 x 6 ou 7 25 x 8 ou 9
30 x 8 ou 9
40 x 8 ou 9
Criança: magra
normal
obesa 20 x 6 ou 7
25 x 6 ou 7

30 x 6 ou 7 20 x 8
25 x 8
30 x 8
Adaptado de Horta & Teixeira
Angulação da agulha
Nas regiões D e DG, a posição é perpendicular à pele, num ângulo de 90º.
Na região VG, recomenda-se que a agulha seja dirigida ligeiramente à crista ilíaca.
Na região FALC o ângulo deve ser de 45º, em direção do pé.
MÉTODO
1. Preparar o medicamento conforme técnica descrita.
2. Levar o material para perto do paciente, colocando a bandeja sobre a mesinha.
3. Lavar as mãos.
4. Explicar o que vai fazer e expor a área de aplicação.
5. Com os dedos polegar e indicador da mão dominante, segurar o corpo da seringa e colocar o dedo médio sobre o canhão da agulha.
6. Com a mão dominante, proceder à anti-sepsia do local. Depois, manter o algodão entre o dedo mínimo e anular da mesma mão.
7. Ainda com a mão dominante, esticar a pele segurando firmemente o músculo.
8. Introduzir rapidamente a agulha com o bisel voltado para o lado, no sentido das fibras musculares.
9. com a mão dominante, puxar o êmbolo, aspirando, para verificar se não lesionou um vaso.
10. Empurrar o êmbolo vagarosamente.
11. Terminada a aplicação, retirar rapidamente a agulha e fazer uma ligeira pressão com o algodão.
12. Fazer massagem local enquanto observa o paciente.
13. Deixar o paciente confortável e o ambiente em ordem.
14. Providenciar a limpeza e a ordem do material.
15. Lavar as mãos.
16. Checar o cuidado fazendo as anotações necessárias.
OBSERVAÇÕES
1. Em caso de substâncias oleosas, pode-se aquecer um pouco a ampola para deixá-la menos densa.
2. Em caso de substância escura, puncionar com seringa em medicação e aspirar. Não vindo sangue, adaptar a seringa com a medicação e injetar.
3. Caso venha sangue na seringa, retirar imediatamente e aplicar em outro local.
4. Injeções de mais de 3 ml. não devem ser aplicadas no deltóide.
5. O volume máximo para injeção IM é de 5 ml. Volume acima de 5 ml, fracionar e aplicar em locais diferentes.
6. Estabelecer rodízio nos locais de aplicação de injeções.
7. O uso do músculo deltóide é contra-indicado em pacientes com complicações vasculares dos membros superiores, pacientes com parestesia ou paralisia dos braços, e aquelas que sofreram mastectomia.
APLICAÇÃO EM Z OU COM DESVIO
É usada para evitar o refluxo da medicação, prevenindo irritação subcutânea e manchas pelo gotejamento sa solução no trajeto da agulha.
MÉTODO
1. Puxar a pele e o tecido subcutâneo para um lado (uns 2 cm) e manter assim até o final da aplicação.
2. Com a outra mão, inserir a agulha, aspirar com a ajuda dos dedos polegar e indicador e empurrar o êmbolo com o polegar.
3. Retirar a agulha e só então liberar a mão não dominante, deixando o tecido subcutâneo e a pele voltarem ao normal.
TABELA II
Injeção IM: Locais de Aplicação, Delimitação da área e Posição do Cliente
REGIÃO DELIMITAÇÃO DA ÁREA POSIÇÃO DO CLIENTE
1. Deltoidiana (D) Face lateral do braço, aproximadamente 4 dedos abaixo do ombro, no centro do músculo deltóide. Preferencialmente sentado, com o antebraço flexionado, expondo completamente o braço e o ombro.
2. Dorso-glutea (DG) Dividir o glúteo em 4 partes e aplicar no quadrante superior externo. Deitado, em decúbito ventral, com a cabeça de preferência voltada para o aplicador - a fim de facilitar a observação de qualquer manifestação facial de desconforto ou dor durante a aplicação. Os braços devem ficar ao longo do corpo e os pés virados para dentro.
Deve-se evitar aplicações na região DG com o cliente em decúbito lateral, pois nessa posição há distorção dos limites anatômicos, aumentando a possibilidade de punções mal localizadas. A posição do cliente em pé também deve ser evitada, pois há completa contração dos músculos glúteos nesse decúbito. A contração pode ser atenuada solicitando ao cliente que flexione levemente a perna em que será aplicada a injeção. No caso de crianças, especialmente as agitadas, há necessidade de uma contenção firme, sendo recomendado o auxílio da mãe, colocando a criança em decúbito ventral no colo, segurando os braços com as mãos e colocando as pernas da criança entre suas pernas, firmando bem.
3. Ventro-glútea (VG) Colocar a mão não dominante no quadril do paciente, espalmando a mão sobre a base do grande trocanter do fêmur, localizando a espinha ilíaca ântero-superior. Fazer a injeção no centro da área limitada pelos dois dedos abertos em V. Nesse local não é necessária posição especial. No entanto, especialmente no caso de principiantes a delimitação da área é facilitada com o paciente em decúbito lateral. Se a musculatura do paciente esxtiver tensa, a flexão dos joelhos auxilia no relaxamento.
4. Músculo vasto lateral da coxa (FALC) Dividir a coxa em 3 partes e fazer a aplicação na região ântero-lateral do terço médio. De preferência, o paciente deve ficar sentado, com a perna fletida, ou deitado em decúbito dorsal, com as pernas distendidas.
INJEÇÃO ENDOVENOSA (EV)
É a introdução de medicamentos diretamente na veia.
FINALIDADES
1. Obter efeito imediato do medicamento.
2. Administração de drogas, contra-indicadas pela via oral, SC, IM, por sofrerem a ação dos sucos digestivos ou por serem irritantes para os tecidos.
3. Administração de grandes volumes de soluções em casos de desidratação, choque, hemorragia, cirurgias.
4. Efetuar nutrição parenteral.
5. Instalar terapêutica com sangue e hemoderivados.
LOCAIS DE APLICAÇÃO
Qualquer vais acessível, dando-se preferência para:
Veias superficiais de grande calibre da dobra do cotovelo: cefálica e basílica.
Veias do dorso da mão e antebraço.
MATERIAL
Bandeja contendo:
• Seringas de preferência de bico lateral.
• Agulhas tamanhos 25 x 7 ou 8 ou 30 x 7 ou 8.
• Algodão e ácool a 70%.
• Garrote.
• Toalha, papel-toalha, plástico ou pano para forrar o local da aplicação.
• Etiqueta ou cartão de identificação.
• Luvas de procedimento.
• Saco plástico para lixo.
MÉTODO
1. Lavar as mãos.
2. Preparar a injeção conforme técnica já descrita.
3. Levar a bandeja para perto do paciente.
4. Deixar a bandeja na mesa-de-cabeceira e preparar o paciente: explicar o que vai fazer; expor a área de aplicação, verificando as condições das veias; colocar o forro para não sujar o leito.
5. Calçar as luvas.
6. Garrotear sem compressão exagerada, aproximadamente 4 dedos acima do local escolhido para a injeção. Em pacientes com muitos pêlos, pode-se proteger a pele com pano ou com a roupa do paciente.
7. Fazer o paciente abrir e fechar a mão diversas vezes e depois conservá-la fechada, mantendo o braço imóvel.
8. Fazer a anti-sepsia ampla do local, com movimentos de baixo para cima.
9. Fixar a veia com o polegar da mão não dominante.
10. Colocar o indicador da mão dominante sobre o canhão da agulha, e com os demais dedos, segurar a seringa. O bisel da agulha deve estar voltado para cima.
11. Se a veia for fixa, penetrar pela face anterior. Se for móvel, penetrar por uma das faces laterais, empurrando com a agulha até fixá-la.
12. Evidenciada a presença de sangue na seringa, pedir para o paciente abrir a mão e retirar o garrote.
13. Injetar a droga lentamente, observando as reações do paciente.
14. Terminada a aplicação, apoiar o local com algodão embebido em álcool.
15. Retirar a agulha, comprimir o vaso com algodão, e solicitar ao paciente para permanecer com o braço distendido. Não flexioná-lo quando a punção ocorrer na dobra do cotovelo, pois esse procedimento provoca lesão no tecido.
16. Retirar as luvas.
17. Deixar o paciente confortável e o ambiente em ordem.
18. Providenciar a limpeza e a ordem do material.
19. Lavar as mãos.
20. Checar o cuidado e fazer as anotações necessárias.
OBSERVAÇÕES
1. Não administrar drogas que contenham precipitados ou flóculos em suspensão.
2. Para administrar dois medicamentos ao mesmo tempo, puncionar a veia uma vez, usando uma seringa para cada droga. Só misturar drogas na mesma seringa se não existir contra-indicação.
3. Usar só material em bom estado: seringa bem adaptada, agulha de calibre adequado.
4. Mudar constantemente de veia.
5. A presença de hematoma ou dor indica que a veia foi transfixada ou a agulha está fora dela: retirar a agulha e pressionar o local com algodão. A nova punção devera ser feita em outro local, porque a recolocação do garrote aumenta o hematoma.
6. Para facilitar o aparecimento da veia pode-se empregar os seguintes meios:
A. Aquecer o local com auxilio de compressas ou bolsas de água quente.
B. Fazer massagem local com suavidade, sem bater. Os "tapinhas"sobre a veia devem ser evitados, pois além de dolorosos podem lesar o vaso. Nas pessoas com ateroma, pode haver seu desprendimento, causando sérias complicações.
C. Pedir ao paciente que, com o braço voltado para baixo, movimente a mão (abrir e fechar) e o braço (fletir e estender) diversas vezes.
ACIDENTES QUE PODEM OCORRER
1. Choque: vaso-dilatação geral com congestão da face, seguida de palidez, vertigem, agitação, ansiedade, tremores, hiperemia, cianose, podendo levar a morte. O choque pode ser:
a. Pirogênico: atribuído à presença de "pirogênio"no medicamento (substância produzida por bactérias existentes no diluente).
b. Anafilático: devido à susceptibilidade do indivíduo à solução empregada.
c. Periférico: etiologia variada (emocional, traumático, superdosagem, aplicação rápida).
2. Embolia: devido à injeção de ar, coágulo sangüíneo ou medicamento oleoso.
3. Acidentes locais:
• Esclerose da veia por injeções repetidas no mesmo local.
• Necrose tecidual: devido a administração de substâncias irritantes fora da veia.
• Hematomas: por rompimento da veia e extravasamento de sangue nos tecidos próximos.
• Inflamação local e abscessos: por substâncias irritantes injetadas fora da veia ou falta de assepsia.
• Flebites: injeções repetidas na mesma veia ou aplicação de substâncias irritantes.
APLICAÇÃO DE INJEÇÃO ENDOVENOSA EM PACIENTES COM SORO
Devido ao risco de contaminação e acidentes, a aplicação de medicamentos através da "borrachinha" deve ser evitada. Nesse caso, o melhor é usar equipos com infusor lateral ou conectores em y (Polifix).
Na ausência de dispositivos especiais, aconselha-se:
1. Pinçar o equipo de soro e desconectá-lo do escalpe. Adaptar a seringa, com a medicação ao escalpe mantendo a extremidade do equipo entre os dedos, sem contaminá-lo.
2. Aspirar com a seringa. Havendo refluxo de sangue, administrar lentamente o medicamento.
3. Terminada a aplicação, adaptar novamente o equipo ao escalpe, evitando a entrada de ar, e regular o gotejamento do soro.
VENÓCLISE
É a introdução de grande quantidade de líquido, por via endovenosa.
Locais de aplicação
De preferência veias que estejam distantes de articulações, para evitar que com o movimento a agulha escape da veia.
MATERIAL
Bandeja contendo:
• Agulha ou escalpe*.
• Equipo para soro (plastequipo).
• Frasco com a solução prescrita.
• Esparadrapo ou micropore.
• Suporte para o frasco de soro.
• Tesoura.
• Saco plástico para lixo. • Luvas de procedimento.
• Etiqueta de identificação.
• Garroto.
• Algodão.
• Cuba-rim.
• Álcool a 70%.
Quando necessário: Tala para imobilizar e ataduras.
* Ao invés da agulha, melhor é utilizar conjunto alado para infusão, também chamado escalpe ou Butterfly.
Vantagem do "escalpe "sobre a agulha comum:
1. As asas podem ser dobradas para cima, facilitando a introdução na veia.
2. A ausência de canhão permite melhor controle sobre a agulha e envia maior angulação.
3. É menos traumatizante, pois são apresentados em diversos calibres e com bisel curto que reduz a possibilidade de transfixar a veia.
4. Após a introdução na veia, as asas são soltas, proporcionando um contato plano menos irritante para o paciente.
5. A numeração dos escalpes na escala descendente é 27,25,23,21,19 e 17 para o uso comum, existindo outros calibres para tratamentos especializados.
MÉTODO
I. Preparo do ambiente e do paciente
1. Conversar com o paciente sobre o cuidado a ser executado.
2. Providenciar suporte para o soro.
3. Verificar as condições de iluminação e aeração.
4. Desocupar a mesa-de-cabeceira.
II. Preparo do medicamento
1. Lavar as mãos.
2. Abrir o frasco com a solução e o equipo.
3. Introduzir no frasco de soro, os medicamentos prescritos.
4. Adaptar o equipo no frasco.
5. Retirar o ar, pinçar e proteger a extremidade do equipo.
6. Rotular o frasco com nome do paciente, leito, o conteúdo da solução, horário de início e término, número de gotas/minuto, data e assinatura do responsável pelo preparo.
III. Aplicação
1. Lavar as mãos.
2. Levar o material na bandeja e colocar na mesa-de-cabeceira.
3. Separar as tiras de esparadrapo ou micropore.
4. Selecionar a veia a ser puncionada.
5. Colocar o frasco no suporte e aproximá-lo do paciente.
6. Posicionar o paciente de modo a mantê-lo confortável e facilitar a visualização das veias.
7. Calçar as luvas.
8. Prender o garrote aproximadamente 4 dedos acima do local da punção e pedir ao paciente para abrir e fechar as mãos (se MMSS), e conservá-la fechada.
9. Fazer anti-sepsia da área, com movimentos firmes e no sentido do retorno venoso, para estimular o aparecimento das veias.
10. Desprezar o algodão no saco plástico.
11. com o polegar da mão não dominante, fixar a veia, esticando a pele, abaixo do ponto de punção.
12. Introduzir o escalpe e tão logo o sangue preencha totalmente o escalpe, pedir para o paciente abrir a mão, soltar o garrote e adaptar o escalpe ao equipo.
13. Abrir o soro observando o local da punção.
14. Fixar o escalpe com o esparadrapo ou micropore.
15. Controlar o gotejamento do soro, conforme prescrição.
16. Deixar o paciente confortável e o ambiente em ordem.
17. Providenciar a limpeza e a ordem do material.
18. Retirar as luvas e lavar as mãos.
19. Anotar o horário da instalação.
OBSERVAÇÕES
1. Observar o local da punção, para detectar se o escalpe está na veia, evitando edema, hematoma, dor e flebite.
2. Controlar o gotejamento do soro de 2/2 horas.
3. No caso de obstrução do cateter ou escalpe, tentar aspirar o coágulo com uma seringa. Jamais empurrá-lo.
4. Para verificar se o soro permanece na veia:
a. Observar a ausência de edema, vermelhidão ou dor no local.
b. Colocar o frasco abaixo do local de punção, a fim de verificar se há refluxo de sangue para o escalpe.
 Devido ao risco de contaminação, não se deve desconectar o soro escalpe para ver se o sangue reflui.
 Caso os teste demonstrem problemas, providenciar imediatamente nova punção.
5. Em casos de pacientes inconscientes, agitados e crianças, fazer imobilizações.
6. Se o acondicionamento da solução for em frasco tipo "Vacotimer", ao retirar a borracha que recobre os orifícios de entrada do equipo e do ar, observar se faz ruído pela entrada do ar. Se não o fizer, não deverá ser usado.
7. Só aplicar soluções límpidas.
8. Nos frascos de plástico não há necessidade de colocar a agulha para fazer o respiro. Se julgar conveniente colocá-la, observar que não haja contaminação do conteúdo, fazendo desinfecção do local de inserção da agulha e evitando que a agulha toque no conteúdo líquido.
9. Usualmente o frasco fica pendurado no suporte, numa altura aproximada de um metro acima do leito, mas pode variar conforme a pressão que se deseja obter. Quanto mais alto estiver o frasco, maior é a força da gravidade que impulsiona o líquido.

HEPARINIZAÇÃO
É a administração de uma solução anticoagulante (heparina ou liquemine) para evitar a coagulação do sangue no equipo, mantendo-o o pérvio.
São bastante controvertidas as quantidades recomendadas para heparinizar.
A "ABBOTT"- Divisão hospitalar recomenda:
0,2 ml de heparina I.V. (concentração de 5.000 U.I./ml).
9,8 ml de soro fisiológico.
Aplicar 0,5 a 1,0 ml da solução preparada.
Observações
1. O escalpe heparinizado deve ser trocado quando surgirem sinais de flebite ou infiltração como: edema, dor e vermelhidão no local.
2. A heparina diluída, guardada no refrigerador a 4ºC, pode ser utilizada até 72 horas após seu preparo.
3. Certos serviços de saúde já utilizam a heparina que vem diluída da farmácia, pronta para uso.
4. Recomenda-se trocar a solução heparizada contida no interior do cateter, a cada 8 horas, caso não haja administração de medicamento neste período.
5. É utilizada, também vitamina C sem diluir, para manter o cateter desobstruído.
CÁLCULO PARA GOTEJAMENTO DE SORO
Para calcular o ritmo do fluxo do soro a ser administrado num determinado período de tempo, deve-se considerar o tipo de equipo, a quantidade e o número de horas desejado para a administração do soro. Existe no mercado equipo de micro e macrogotas, que correspondem respectivamente a 60 gotas e a 20 gotas por ml.
Para administrar um soro de 500 ml em 8 horas, utilizando equipo de macrogotas ( equipo padrão), efetuaremos o seguinte cálculo:
1º 1ml = 20 gotas
50 ml = x = 10.000 gotas
2º 1 hora = 60 minutos
8 horas = x = 480 minutos
3º 10.000 gotas = 20.8
480 minutos = 21,0 gotas por minuto
TABELA II
Tabela de gotejamento de soro
Quantidade 500 ml 1000 ml 2000 ml
Nºhoras Nºgotas Nºgotas Nºgotas
24 7,0 14,0 28,0
18 9,0 18,0 37,0
12 14,0 27,0 55,0
10 16,0 33,0 66,0
8 21,0 42,0 83,0
6 28,0 55,0 111,0
Obs.: 1) Para controle mais preciso de gotejamento e quantidade a ser infundida existem aparelhos apropriados, como a bomba infusora.

CATETERES
O uso constante da rede venosa para administração de medicamentos, sangue e coleta de sangue para exames laboratoriais, e as condições próprias das veias do paciente, as vezes recomendam que se utilizem caleteres venosos, que podem ser de curta ou longa permanência.
O catete de curta permanência mais comum é o Intracath. E dentre os de longa permanência, existem os totalmente implantados (Port-a-cath) e os parcialmente implantados (Broviac e Hickman).
Os cuidados variam conforme o tipo de cateter.
Geralmente é recomendado:
1. Manter o cateter sob infusão continua (preferencialmente) ou haparinizado.
2. Fazer diariamente curativo no local de implantação do cateter, observando as condições locais. Utilizar para anti-sepsia soluções a base de iodo ( Polvidine tópico, por exemplo).
3. Controlar o tempo de permanência do cateter.
4. Observar possíveis complicações, como febre ou outros sintomas sugestivos de infecção.

FLEBOTOMIA
É uma pequena abertura cirúrgica em uma veia calibrosa e profunda para introduzir um cateter.
Cuidados
1. Fazer, diariamente, curativo no local, com soluções à base de iodo.
2. Observar o local da incisão, onde pode ocorrer: edema, hematoma ou sangramento.
3. Deixar o paciente com o braço em elevação de 30º para facilitar o retorno venoso e prevenir edema.
4. Manter infusão contínua para evitar obstrução do cateter. Se o cateter obstruir, não injetar nada para tentar desobstruí-lo, pois o deslocamento do coágulo pode levar à embolia.
5. Observar a extremidade do cateter, evitando torções.
6. Observar os sinais e sintomas de tromboflebite: dor, hiperemia (rubor), calor e edema no trajeto do vaso.
7. Não administrar colher sangue pela flebotomia.
8. Trocar o equipo a cada troca de soro.
9. Ao desconectar o equipo do cateter, fazê-lo com cuidado evitando a contaminação das partes e a entrada de ar.
VIA RESPIRATÓRIA
Os gases medicinais são muito utilizados para o tratamento de patologias e para a anestesia.
Embora existam vários tipo de gases medicinais, como o Hélio (He), o dióxido de carbono (CO2), o óxido nitroso (N2O), o Nitrogênio (N2), o mais comumente usado é o Oxigênio (O2).

OXIGENOTERAPIA
É a administração de oxigênio medicinal com finalidade terapêutica.
INDICAÇÕES
1. Hipoxemia de qualquer origem.
2. Reanimação cardiorespiratória.
Medidas de Segurança
Sendo o oxigênio inflamável, é muito importante.
1. Não permitir fumar no local - colocar avisos de "Não fumar".
2. Cuidado com aparelhos elétricos que podem emitir faíscas.
3. Roupas que contém nylon, seda, podem gerar eletricidade estática e produzir faíscas.
4. Nunca usar graxa ou óleo nas válvulas e no manômetro de oxigênio.
5. Transportar o torpedo com cuidado, pois na queda pode provocar explosão ( o ideal é que seja canalizado).
Cuidados com o umidificador
1. O oxigênio precisa sempre ser administrado, pois a inalação por longos períodos com baixa umidade lesa o epitélio da mucosa respiratória, dificultando a eliminação do muco e provocando uma reação inflamatória subepitelial.
2. Manter o umidificador sempre com água até a marcar ou no mínimo 2/3 de sua capacidade.
3. A água usada no umidificador deve ser estéril.
4. Ao verificar que o nível da água no umidificador está baixo, desprezar a água restante e recolocar nova água. Jamais acrescentar água ao volume restante, para evitar de torná-la um meio de cultura.
MATERIAL BÁSICO
• Oxigênio canalizado ou em torpedo.
• 02 manômetros: um indica a quantidade de oxigênio no torpedo e o outro controla o fluxo de saída (fluxômetro).
• Umidificador
• Aviso de "não fumar".
• Esparadrapo
• Gaze.
• Soro fisiológico.
• Saco para lixo.
• Intermediário de látex ou plástico, com 1 ou 2 metros de comprimento, para permitir que o paciente possa se movimentar.
MEIOS DE ADMINISTRAÇÃO
O oxigênio pode ser administrado por intermédio de :
• Cânula nasal ( óculos para oxigênio).
• Cateter nasal.
• Máscara facial.
• Cânula endotraqueal.
• Incubadora ( crianças).
• HOOD ( capacetes de cabeça).
CÂNULA NASAL
É usada quando não é necessária grande pressão na administração de oxigênio.
Acrescentar ao material básico:
• Cânula nasal.
MÉTODO
1. Conversar com o paciente sobre o cuidado.
2. Preparar o ambiente, verificando as medidas de segurança.
3. Lavar as mãos.
4. Organizar e trazer o material para junto do paciente.
5. Colocar o paciente em posição confortável.
6. Adaptar a cânula ao intermediário e este ao umidificador.
7. Abrir o fluxômetro.
8. Lubrificar com soro fisiológico.
9. Colocar a cânula no nariz do paciente, fixando-a com fita adesiva.
10. Manter o fluxo de oxigênio -3 a 5 litros por minuto ou conforme prescrição médica.
11. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem.
12. Lavar as mãos.
13. Anotar o cuidado feito e fazer as anotações necessárias.
CATETER NASAL
Acrescentar ao material básico:
• Cateter nasal (nº 6,8,10 ou 12), conforme a idade do paciente e a quantidade de oxigênio desejada.
• Ampola de soro fisiológico.
• Luvas de procedimento.
MÉTODO
1. Explicar ao paciente sobre o cuidado.
2. Preparar o ambiente, verificando as medidas de segurança.
3. Lavar as mãos.
4. Organizar o material e trazer para perto do paciente.
5. Colocar o paciente em posição de Fowler.
6. Unir o cateter ao intermediário e este ao umidificador.
7. Calçar as luvas.
8. Medir, com o cateter, a distância entre a ponta do nariz e o lóbulo da orelha, marcando com esparadrapo, para determinar quanto o cateter deve ser introduzido.
9. Abrir o fluxômetro e deixar fluir um pouco de oxigênio para evitar acidentes por saída intempestiva de oxigênio.
10. Umedecer o cateter com soro fisiológico, segurando-o com a gaze.
NEBULIZAÇÃO / INALAÇÃO
É a administração de medicamentos por via respiratória, através de um aparelho chamado nebulizador ou inalador. O medicamento líquido é transformado em névoa, que é inalada, para fluidificar as secreções aderidas na parede brônquica.
Medicamentos mais usados: Soluções fisiológica, Berotec, Adrenalina, Atrovent, Salbutamol.
MATERIAL
• Fonte de oxigênio ou ar comprimido.
• Nebulizador (existem diversos tipos) com a medicação.
• Intermediário de borracha.
• Cuba-rim ou escarradeira.
• Lenço de papel.
• Saco plástico para lixo.
MÉTODO
1. Explicar ao paciente o cuidado a ser executado.
2. Lavar as mãos.
3. Organizar o material, colocando o medicamento no nebulizador.
4. Preparar o paciente para receber o tratamento: em posição de Fowler, ou sentado em uma cadeira.
5. Retirar o frasco umidificador e ligar o nebulizador à fonte de oxigênio ou ar comprimido, para que o fluxo aja diretamente sobre o medicamento que está no nebulizador.
6. Regular o fluxo de oxigênio ou ar comprimido de acordo com a prescrição: geralmente 3 litros.
7. Instruir o paciente para inspirar profundamente a medicação e expirar lentamente, permanecendo com a boca semi aberta, sem conversar.
8. Manter a nebulização durante o tempo indicado e observar o paciente.
10. Oferecer lenço de papel e orientar para escarrar, tossindo profundamente. Ajudá-lo fazendo tapotagem ou vibração na região onde há acúmulo de secreção.
11. Providenciar a limpeza e a ordem do material.
12. Lavar as mãos.
13. Anotar o cuidado prestado, volume e característica do escarro.
OBSERVAÇÕES
1. No momento de usar o nebulizador, enxaguá-lo em água corrente para remover o desinfetante.
2. Os nebulizadores são também chamados inaladores e atualmente os mais usados são de plástico.
3. Após o uso, o nebulizador deve ser lavado, enxaguado e depois colocado em recipiente fechado contendo uma solução desinfetante, como hipoclorito de sódio, por uma hora. Em seguida, enxaguar e secar.
4. Os líquidos usados em nebulizadores deverão ser estéreis.
5. Frascos contendo doses múltiplas deverão ser datados, mantidos refrigerados a 4ºC e desprezados24 horas após a abertura.
6. Após a nebulização, estimular o paciente a tossir, respirar profundamente e, se possível, inclinar o tronco para a frente, a fim de auxiliar a drenagem de secreções broncopulmonares.
SAÚDE NO FOCO

sábado, 14 de agosto de 2010

INJEÇÃO INTRAMUSCULAR


Introdução da medicação dentro do corpo utilizando o tecido muscular.
Para introdução de substância irritante com doses até 5 ml, o efeito é relativamente rápido, podendo a solução ser aquosa ou oleosa;
a seringa é de acordo com o volume a ser injetado;
A agulha varia de acordo com a idade, tela subcutânea e solubilidade da droga;
agulhas: 25x7/8, 30x7/8;
locais de aplicação: distantes vasos e nervos, musculatura desenvolvida, irritabilidade da droga (profunda), espessura do tecido adiposo, preferência do paciente.
Região Deltóide:
Traçar um retângulo na região lateral do braço iniciando de 3 a 5 cm do acrômio (3 dedos), o braço deve estar flexionado em posição anatômica;
Não pode ser com substâncias irritantes acima de 2 ml.
Região dorsoglútea:
Traçar linha partindo da espinha ilíaca póstero-superior até o grande trocânter do fêmur, puncionar acima desta linha (quadrante superior externo);
Em dorso lateral (DL): posição de Sims;
Em pé: fazer a contração dos músculos glúteos fazendo a rotação dos pés para dentro e braços ao longo do corpo.
Região ventroglútea (Hochsteter)
Colocar a mão E no quadril D, apoiando com o dedo indicador na espinha ilíaca ântero-superior D, abrir o dedo médio ao longo da crista ilíaca espalmando a mão sobre a base do grande trocânter do fêmur e formar com o dedo indicador um triângulo. Se a aplicação for feita do lado esquerdo do paciente, colocar o dedo médio na espinha ilíaca ântero-superior e afastar o indicador para formar o triângulo. A aplicação pode ser feita em ambos locais.
Região face ântero-lateral da coxa:
Retângulo delimitado pela linha média anterior e linha média lateral da coxa, de 12 a 15 cm abaixo do grande trocânter do fêmur e de 9 a 12 cm acima do joelho, numa faixa de 7 a 10 cm de largura;
Agulha curta: criança 15/20, adulto 25;
Angulação oblíqua de 45º em direção podálica;
Aplicação: pinçar o músculo com o polegar e o indicador, introduzir a agulha einjetar lentamente a medicação, retirar a aguhla rapidamente colocando um algodão, massagear levemente por uns instantes.

SAÚDE NO FOCO
ASSISTÊNCIA PRÉ NATAL
Durante a gestação a mulher deve ser orientada a procurar, o quanto antes, a assistência pré-natal, seja na rede SUS ou particular esclarecendo a importância das consultas, devendo seguir as recomendações e realizar os exames complementares necessários.

O que é ?
São todas as medidas dispensadas às gestantes, visando manter a integridade física do concepto sem afetar as condições físicas e psíquicas da mãe. Tem-se como objetivos básico do pré natal:
Preparar a mulher para a maternidade: instrução sobre o parto e puericultura;
Orientações sobre hábitos de vida: higiene pré natal;
Evitar o uso de medicações ou medidas que possam prejudicar o feto;
Tratar os pequenos distúrbios habituais à gravidez;
Fazer profilaxia , diagnóstico e tratamento de doenças próprias da gestação ou dela intercorrentes;
Orientar psicologicamente a gestante.
Suspeita-se do diagnóstico de gravidez através da presença de : história de amenorréia (ausência de menstruação) associada a presença de náuseas, sonolência, mudança do apetite, polaciúria.
Ao exame clínico observamos aumento do volume das mamas, amolecimento do colo e aumento do volume uterino.
A confirmação se dá, com identificação da fração Beta do HCG no soro materno já com 8 / 9 dias após a fertilização. A certeza da gravidez somente com ausculta ou visualização dos BCF.
Quais os cuidados pré natais?

Calendário de consultas: consultas mensais até 32 semanas de gestação, quinzenais até 36 semanas , e após, semanais.
O ideal é que a primeira consulta seja feita o mais precoce possível.
Estabelecer a DUM (primeiro dia da última menstruação) para estabelecer a DPP (data provável do parto), pela regra de Nagele, levando-se em conta os possíveis erros em decorrência ao uso de anovulatórios anteriormente ou a ciclos irregulares.
História clínica e obstétrica: avaliar as queixas, doenças anteriores ou intercorrentes, medicações utilizadas, gestações, abortos ou partos anteriores e complicações se houveram, antecedentes familiares de HAS, DM, colagenoses ou doenças genéticas, questionar sobre hábitos de alcoolismo ou fumo, atividades físicas.
Exame físico geral: inspeção da coloração das mucosas, ausculta cardíaca e pulmonar, pesquisar vísceromegalias a adenopatias.
Verificação da pressão arterial, após repouso físico e emocional e com paciente em posição sentada ou em decúbito lateral esquerdo. Medida do peso materno.
Exame gineco-obstétrico:avaliar o estado das mamas, palpação abdominal para identificar apresentação fetal após 30 semanas com manobras de Leopold-Zweifel.
Medida da Altura de fundo de útero (AFU) realizado para monitorar o crescimento fetal adequado com relação ao número de semanas de gestação , método acessível a todos os médicos.
Ausculta dos batimentos cardio-fetais com sonar Doppler após 11 /12 semanas , ou Pinnard após 18 / 20 semanas.
Exame especular com citologia cérvico vaginal e afastando qualquer vaginite ou cervicite.
Toque vaginal para estimar a idade gestacional de acordo com tamanho uterino, consistência do colo uterino, dilatação cervical e apresentação fetal.
Orientar a paciente com relação a dieta, higiene, sono, hábito intestinal, exercícios, vestuário, recreação, sexualidade, hábitos de fumo, álcool e drogas.

EXAMES COMPLEMENTARES DO PRÉ NATAL
Hemograma : objetivo de avaliar globulos vermelhos e brancos, podendo identificar presença ou não de anemia
Rastreamento do diabete gestacional: avaliado no início da gestação com glicemia da jejum e posteriormente em torno do quinto mês de gestação com teste de sobrecarga para glicose.

Imunofluorescência para toxoplasmose: recomendar a triagem sorológica na primeira consulta. Se a paciente com IgG+ e IgM- infecção pregressa, pré natal normal. Na presença de infecção aguda com IgM+ encaminhar ao setor de alto risco. No caso de paciente susceptível com IgG e IgM negativas , orientamos medidas higieno dietéticas (não comer carne e ovos mal cozidos, lavar bem frutas e verduras antes de ingeri-las, evitar contato com terra sem luva nas mãos , evitar contato com felinos) e também repetir sorologia a cada trimestre.

Rubéola:investigar o status imunológico da gestante até 19 semanas, após este período os danos fetais são raros. Toda gestante que apresente quadro clínico de rubéola ou contato com portadora de rubéola, deve ser investigada laboratorialmente o mais rápido possível. Na presença de infecção encaminhar ao serviço de gestação de alto risco. Quanto à melhor época para profilaxia com vacina é: vacinação de todas as crianças aos 18 meses de vida, de todas as mulheres em fase reprodutiva e que sejam sensíveis ( garantida a contracepção por 3 meses) e para todas as puérperas também sensíveis
Tipagem sanguínea: se gestante Rh- e parceiro Rh+ ou desconhecido, solicitar coombs indireto. Se este negativo, repetir mensalmente após 24 semanas e se positivo encaminhar ao PNAR. Gestante Rh- com parceiro Rh+ avaliar a possibilidade de utilização de imunoglobulina anti Rh com 28 semanas de idade gestacional por diminuir a possibilidade de sensibilização durante a gestação. Ver capítulo de imunização Rh.
Sorologia para Lues: utilizar o VDRL para triagem, este se negativo, repetir trimestralmente. No caso de positividade outro exame será solicitado por seu médico.

Anti HIV: solicitar o exame de rotina no início do pré natal e repeti-lo se houver a presença de algum fator de risco para contaminação durante a gestação.

Exame de urina: orientar sua realização mensalmente e urocultura na primeira consulta pré natal para diagnóstico de bacteriúria assintomática em decorrência de sua associação com pielonefrite na gravidez. A presença de hematúria, leucocitúria e nitritos positivo impõe a realização de urocultura. Presença de proteínas, associado ao edema e elevação dos níveis tensionais sugere pré eclâmpsia
HbsAg: recomenda-se a sorologia materna, para o vírus da hepatite B, no I trimestre de gestação ( nossa região não é endêmica) , como parte da rotina pré natal . Se este exame for positivo indica-se vacinaçào e uso de imunoglobulina para o recém nascido

USG: Exame de grande importância, solicitado tanto para avaliação do concepto, como também do líquido amniótico e placenta. No I trimestre feito através da via vaginal e daí em diante trans-abdominal. Mesmo em gestações normais, se possível, solicitar em torno , de 10, 20 e 36 semanas.

Atenção especial deve ser dado no sentido de identificar os fatores indicadores de RISCO desde o início da gestação e realizar nestes casos uma assistência multiprofissional de saúde, compreendendo obstetra, enfermeira, nutricionista, assistente social, psicólogo e clínico especializado.
Para tanto, é de suma importância, valorizar os antecedentes clínicos e obstétricos bem como estar atento às intercorrências na gestação atual.

NUTRIÇÃO MATERNA: Dentre as finalidades do pré-natal, ressalta-se a preocupação nutricional durante a gravidez. Não só no que tange à quantidade mas também no que se refere à qualidade dos alimentos ingeridos. É função do pré-natalista averiguar as condições nutritivas da gravidez, por ocasião da primeira consulta, e também, sugerir normas corretoras de eventuais desorientações alimentares (Lindblad, 1988).
Durante a gestação é necessário um maior aporte energético, se esta condição não é atendida haverá repercussões ominosas para o lado materno ou fetal.
A dieta há de ser hiperproteica, hipolipídica e hipoglicídica. A ingesta de pelo menos 1 litro de leite ao dia ou de seus derivados , provê quantidades adequadas de cálcio e vitamina D ( desenvolvimento do esqueleto fetal, discute-se como profilaxia da pré eclâmpsia).A carne e ovos são também indispensáveis, assim como legumes cozidos, verduras cruas e frutas frescas. Os condimentos podem ser usados estando atento ao exagero no sal.
Numa dieta adequada, o ferro é o único elemento que não apresenta-se em quantidade suficiente, havendo a necessidade de sua reposição a partir de 20 semanas (60 mg ferro elementar ao dia). Isto porque as reservas maternas são inadequadas em decorrência de perdas menstruais e gestações anteriores.
A suplementação vitamínica e sais minerais de rotina não é indicada, mas suas necessidades são providas em dietas adequadas.
A utilização do ácido fólico na dosagem de 4 mg ao dia (iniciado 1 mês antes e mantido até o terceiro mês de gestação) estaria indicado na profilaxia de defeitos do tubo neural nas mulheres, que previamente, tiveram recém nascidos com espinha bífida, encefalocele ou anencefalia. Hoje o CDC americano adota como medida de saúde pública a utilização de 400 microgramas da ácido fólico à toda mulher em idade fértil para a profilaxia destas patologias.

GANHO PONDERAL: O padrão característico é o acréscimo de peso cumulativo no I trimestre de 1 - 2 kg e depois, aumento de 0,3 – 0,5 kg por semana no II e III trimestres, totalizando 10 – 12 kg durante toda a gestação.

HIGIENE PRÉ –NATAL:

Exercícios: para a mulher, já acostumada aos exercícios aeróbicos antes da gestação, estes podem ser mantidos, mas não intensificando-os. Para as sedentárias, nada além de caminhadas a pé ou natação (estimulam a circulação, mantém tônus da musculatura abdominal e perineal, favorecem a função intestinal).

Trabalho: a atividade doméstica ou profissional não exagerada é permitida, no último mês é aconselhável a interrupção dos mesmos.

Viagens: desaconselham-se viagens aéreas após 36 semanas, da mesma forma que viagens de trem e ônibus quando muito longas , e de automóvel quando em pistas mau conservadas.

Asseio corporal: banho diário , evitando-se o banho de imersão quente prolongado ou sauna que predispõe à tonturas e desmaios. Atenção especial é dado à higiene gênito-anal em decorrência da maior umidade local, duchas vaginais são contra-indicadas. Cuidado com as mamas e prepará-las para o aleitamento. A escovação dos dentes e gengivas, bem como tratamento dentário se necessário, devem ser realizados.

Vestuário: as roupas devem ser práticas e confortáveis, preferência aos calçados sem saltos em virtude do equilíbrio alterado das grávidas. Utilização de porta seios, meias elásticas de média ou suave compressão para prevenir o aparecimento de varízes .Após 28 semanas, pode-se indicar a utilização de cintas de contenção abdominal.

Atividade sexual: nas gestantes sem queixas, o coito não é coibido. O mesmo é restringido em situações de ameaça de abortamento,rotura da bolsa das águas,trabalho parto prematuro, placenta prévea.

Imunizações: vacina de vírus vivo, mesmo atenuado, como sarampo, caxumba, rubéola são contra-indicados, e da febre amarela e poliomielite( Sabin ) é possível ser feita em vigência de epidemia ou viagem para área endêmica. As vacinações com vírus ou bactérias inativadas são permitidas, como Influenza, raiva, tétano, peste, tifo, cólera, pólio(Salk), pneumococo, hepatite B( se Hbs Ag- e paciente de alto risco). Não há contra-indicações para imunizações passiva contra difteria, tétano, hepatite B, raiva, hepatite A, sarampo.

Álcool: o alcoolismo crônico é determinante de mal formações congênitas como Síndrome fetal alcoólica ( microcefalia, desenvolvimento intelectual retardado ). Quando ingerido socialmente, em pequenas quantidades, não gera repercussões fetais.

Fumo: o hábito de fumar ( mais de 10 cigarros ao dia ) tem sido associado à abortamentos, partos prematuros e recém nascidos com baixo peso (Berkowitz,1988 ), portanto deve ser proibido.

Cafeína: não altera o desenvolvimento normal da gravidez ou leva a qualquer comprometimento do RN.

Drogas ilícitas: são prejudiciais ao feto.

Auto medicação: o obstetra deve informar à gestante, mais intensamente dos riscos nas primeiras 10 semanas, período de organogênese do feto.

Radiografia: devem ser evitados, especialmente aqueles com maior tempo de exposição ao Raio X, como os exames contrastados. O exame simples de extremidades e dentário , se necessário, com a devida proteção abdominal.

ORIENTAÇÕES PSICOLÓGICAS: Ao obstetra caberá as orientações no sentido de diminuir os episódios de ansiedade e depressão assim com como os sintomas psicossomáticos ( náuseas, vômitos , hiperemese )e encaminhar ao especialista se achar conveniente. Da mesma forma deverá prepará-la psico-fisicamente para o parto, fazendo com que participe de cursos para gestante.
Finalmente, o médico pré natalista deverá instruir sua paciente de como ocorre o trabalho de parto, do momento de procurar a maternidade, das vantagens que o parto normal representa sobre a cesareana, bem como orientá-las das medidas de higiene e contracepção a serem utilizadas no puerpério.

SINAIS E SINTOMAS COMUNS NA GESTAÇÃO

Introdução
A gravidez gera uma série de alterações anatômicas, fisiológicas e bioquímicas no organismo materno, que resultam em sinais e sintomas próprios. Alguns despertam apenas curiosidade, outros podem causar sintomas desagradáveis. Cabe ao pré-natalista a orientação, tranqüilização e a medicação quando necessário, para que a gravidez transcorra de maneira agradável.
O organismo materno sofre modificações para receber, nutrir, proteger, assim auxiliando no desenvolvimento e a oportuna expulsão do concepto.
Pele e anexos Calor
Ocorre um aumento da circulação cutânea, particularmente nos antebraços, mãos e pés. As mãos são pegajosas, e com freqüência a grávida queixa-se de calor, pois a temperatura cutânea se eleva.
Estrias
Aparecem geralmente após o 6* mês, são rupturas das fibras elásticas da pele, a principio vermelhas ou violáceas, com o tempo se tornando brancas., dificilmente desaparecem. Geralmente a região abdominal é a mais acometida, porém podem aparecer nas mamas, flancos, região lombar e sacra.
A aplicação de cremes próprios, em massagens circulares, tem ação discutível.
Linha Nigra e Melasma gravídica
O aumento da pigmentação cutânea aparece em 70% das grávidas, principalmente nas expostas ao sol, desde o 2* mês até o final da gravidez. A região mais acometida é da face, chamada de melasma gravídico, outros locais também são comuns, como a linha média do abdomem, denominada Linha Nigra. Esses aumentos da pigmentação costumam desaparecer ou diminuir após o parto. A prevenção e tratamento são discutíveis.
Acne e Hipertricose
O aparecimento de acne durante a gestação é comum. A hipertricose geralmente é discreta, porém algumas vezes pode se apresentar em excesso e com distribuição masculina. As unhas crescem numa velocidade maior, porém tornam-se quebradiças. O crescimento dos cabelos se acentua durante a gravidez, porém no puerpério é comum sua queda.
Aranhas vasculares e eritema palmar
Aranhas vasculares são alterações da micro circulação, que aparecem na face, pescoço, parte superior do tórax e braços. Ocorre em 2/3 das mulheres brancas e 1/10 das de origem negra. O eritema palmar é a hiperemia da palma das mãos, ocorre em 2/3 das mulheres brancas e 1/3 das mulheres de origem negra, com aparecimento a partir do 2* mês. Não tem significado clínico e desaparecem após o parto.
Vagina e períneo
Ocorre aumento da vascularização e da pigmentação do períneo. A secreção vaginal aumenta, e a vagina adquire a cor violácea.
Mamas
Aumento no tamanho e na sensibilidade logo nas primeiras semanas de gravidez. O uso de sutiã firme 24horas por dia, associada à compressas frias, são medidas efetivas para aliviar a mastalgia. A aréola aumenta sua pigmentação e o mamilo aumenta seu tamanho, ocorrendo também hipertrofia das glândulas sebáceas em volta do mamilo. Após 16 semanas pode aparecer o colostro.
Sistema de locomoção
Postura e deambulação
O aumento do volume e peso uterino e das mamas, muda o centro de gravidade, levando a uma lordose progressiva. As pernas se abrem aumentando a base, resultando na marcha anserina.
Dores lombares
Devido as alterações posturais e aumento da mobilidade das articulações causada pela relaxina, que é produzida pela placenta, podem aparecer dores lombares de variável intensidade.
Recomenda-se repouso várias vezes ao dia, em decúbito lateral esquerdo, associado a calor local, massagens, e se necessário, uso de analgésicos como o paracetamol 750mg VO 6/6hs.
Dores em baixo ventre
Pressão do peso uterino sobre a musculatura do parede abdominal, pelves e bexiga. Diferenciar das contrações uterinas.
Repouso em decúbito lateral esquerdo, uso de analgésicos.
Cãibras
Queixa de 30% das grávidas na segunda metade da gravidez, caracterizada por uma contratura muscular, principalmente nos membros inferiores, mais freqüentes a noite e mais acentuadas nas portadoras de varizes. Causada por baixos níveis sangüíneos de cálcio e altos níveis de fósforo.
Aumento da ingesta de líquidos, calor local e alongamento são medidas efetivas. Evitar o fosfato de cálcio, presente no leite, fornecendo outras fontes de cálcio, ou associando hidróxido de alumínio 8mls antes das principais refeições, que aumenta a absorção do cálcio e diminui a absorção do fosfato.

Desconforto nas mãos
Afetando 5% das grávidas, a sensação de dormência, fraqueza muscular e formigamento nas mãos, é causada pela distensão do plexo braquial, resultado da alteração na cintura escapular, causado pela lordose. Ocorre mais a noite e pela manhã, e pode persistir após o parto, pelo esforço ao carregar o bebê.
Sistema digestivo
Salivação excessiva
Aumento da salivação não é confirmada por alguns autores, e a produção de 1 a 2 litros de saliva por dia, é mantida durante a gestação, porém a dificuldade da grávida nauseada de engolir sua saliva, pode gerar a queixa. Ocorre também um aumento na incidência de cáries, pela redução do PH da saliva. Hipertrofia, hiperemia e aumento da fragilidade gengival, também aparecem, e a consulta odontológica deve ser recomendada.
Fome e sede
Há um aumento do apetite e da sede em mais da metade das gestantes, iniciando no primeiro trimestre e persistindo por toda gravidez. Alimentação fracionada, rica em frutas e verduras devem ser incentivadas. .

Pica
Mudanças qualitativas no hábito alimentar, atingem 70% das grávidas. Ocorre uma preferência por frutas ácidas, alimentos condimentados e outros, aversão a café, chá e frituras, também são comuns.
Vontade de ingerir alimentos sem valor nutritivo, ou a perversão do apetite, é admitido por algumas grávidas.

Náuseas e vômitos
São freqüentes até o final do 1*trimestre, geralmente pela manhã e melhorando com o transcorrer do dia, presente em 50-70% das grávidas e principalmente nas primigestas. Pode retornar ao final da gravidez, pelo fator compressão.
Diferenciar da hiperemese gravídica, pela presença de perda ponderal significativa e distúrbio hidroeletrolítico.
O tratamento consiste na alimentação mais freqüente e em menor quantidade, rica em carbohidratos secos, e a água deve ser ingerida no intervalos das refeições; suporte emocional também é recomendado. Cloridrato de Metoclopramida 10mg VO de 6/6hs, Dimenidrato 100mg VO de 6/6hs, entre outras drogas, podem ser utilizadas.
Azia
Queixa de 30 a 50% das grávidas, pode aparecer desde o primeiro trimestre. O refluxo da secreção gástrica para o esôfago ocorre pela diminuição da pressão, da peristalse e do tônus do esôfago, e ao final da gravidez, pela compressão e alteração da posição do estômago.
Fracionar as refeições, diminuir a quantidade, não deitar logo após as refeições e elevar a cabeceira da cama, são as recomendações. Os anti-ácidos tem valor questionável, já que a secreção ácida do estômago está diminuída.
Prisão de ventre e gases
Ocorrem devido à diminuição do tônus da musculatura lisa e da diminuição da motilidade intestinal, que são consequências da ação hormonal e compressão uterina.
Aumento da ingesta de líquidos e fibras devem ser incentivados.
Sistema circulatório
Desmaios e tonturas
Principalmente entre 12-26semanas, ocorre um seqüestro de sangue na pelves, abdomem e membros inferiores, e também uma diminuição da resistência vascular periférica, levando a hipotensão e diminuição do fluxo cerebral, que se associado à hipoglicemia piora o quadro, resultando em tontura, cefaléia e desmaio.
Repouso em decúbito lateral esquerdo, ou com os membros inferiores elevados e refeições mais freqüentes ajudam a diminuir a ocorrência.
Taquicardia e palpitação
O aumento do débito cardíaco, através do aumento da freqüência e do volume sistólico, podem gerar um sopro sistólico, extra-sístoles e palpitações.
Varizes
Devido a ação hormonal e compressão uterina sobre as veias do abdomem, aparecem as varizes nas pernas ou na vulva. O tratamento visa evitar ficar longos períodos em pé, repouso com as pernas elevadas e uso de meias elásticas.
Hemorróidas
Ocorre pela compressão uterina e ação hormonal sobre o plexo hemorroidário, que piora com a constipação. Regridem no pós-parto.
Edema de membros inferiores
O edema ocorre principalmente no final da gravidez, limitado aos tornozelos, e causado pelo mesmo mecanismo que as varizes, devido ao extravasamento de líquidos intravascular para o interstício. Na presença de edema generalizado, afastar Pré-eclampsia. A prevenção é a mesma recomendada nas varizes, e os diuréticos são contra-indicados.
Hipotensão supina (deitado com barriga para cima)
Na segunda metade da gravidez, na posição supina, o útero comprime a veia cava, diminuindo o retorno venoso e o débito cardíaco, que em 10% das grávidas resulta em uma redução maior ou igual a 30% da pressão sistólica, levando a um reflexo vaso-vagal com bradicardia e hipotensão.
Sistema Respiratório
Sangramento nasal e alterações da voz
Desde o inicio da gravidez ocorre uma dilatação capilar de todo trato respiratório, resultando em mudanças na voz, obstrução nasal e sangramento nasal.
Falta de ar
A falta de ar é uma queixa de 60 a 70% das grávidas. Durante a gravidez ocorre um aumento de 20 a 30% no consumo de oxigênio, compensado por uma respiração mais profunda, que aumenta o esforço respiratório. A redução da capacidade de difusão e a elevação do diafragma pelo crescimento uterino, também contribuem para agravar a sensação de falta de ar da grávida.
Sistema Urinário
Aumento da frequência urinária o aumento do fluxo plasmático e da filtração glomerular, que está presente desde o inicio da gravidez, resulta em aumento do débito urinário, que chega a um acréscimo de 50% no inicio do 2*trimestre. A compressão uterina sobre a bexiga, que se acentua após 16 semanas de gravidez, diminui a capacidade vesical, aumentando assim a freqüência urinária. Ocorre também uma diminuição da pressão intra-uretral, que resulta em perda urinária involuntária. Diferenciar de bolsa rota.

Sistema nervoso
Enxaqueca e Depressão
Aparecimento ou piora das crises de enxaqueca se devem a um aumento da retenção líquida, e analgésicos podem ser utilizados, como Paracetamol 750mg VO até de 4/4 horas. Depressão e outros distúrbios psíquicos são resultados das alterações bioquímicas da gravidez . Sonolência, fadiga e perda da memória tambem são queixas comuns.
SÍNDROMES HIPERTENSIVAS
patologia clínica mais frequente da gestação, e junto com infecções e hemorragia formam tríade responsável por grande obituário materno e fetal.
Atualmente , há a tendência em considerar como hipertensão na gravidez pressão arterial maior ou igual a 140X90 mmhg, ou elevações nos níveis pressóricos de pelo menos 30 mmhg na pressão arterial sistólica e/ou 15 mmhg na pressão arterial diastólica não importando quais os valores absolutos alcançados.
As síndromes hipertensivas compreendem duas entidades clínicas de etiologia completamente diferente, a primeira denominada hipertensão induzida pela gravidez ou pré-eclâmpsia (DHEG) e outra é a hipertensão crônica que coincide com a gestação. Aquela deve estar associada à proteinúria e ao edema e em quadros graves associar-se à crises convulsivas denominada então de eclâmpsia.
DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GESTAÇÃO (DHEG):
Aparece normalmente após 20 semanas de gestação exceto nas gestações molares onde pode ser mais precoce . Etiologia não definida mas parece que em decorrência de placentacão anormal ,alterações imunológicas por não adaptação materna ao tecido trofoblástico em implantação ou herança genética.

ECLÂMPSIA:
É o aparecimento de crises convulsivas em pacientes com pré eclâmpsia
Frente a uma paciente com pré eclâmpsia nós iremos adotar a conduta conforme a gravidade da doença e idade gestacional da paciente . Estando o feto com idade gestacional avançada vamos interromper às gestações e em gestações prematuras estas pacientes permanecerão internadas para controle clínico na tentativa de prolongar ao máximo a gestação, contribuindo para diminuir as complicações inerentes à prematuridade

DIABETES MELLITUS GESTACIONAL
DMG( Diabetes Mellitus Gestacional )é definida como uma intolerância a carbohidratos de severidade variável que é reconhecida durante a gravidez, independente da glicemia mantida após o parto.
Fatores de risco
Obesidade (mais que 20% do seu peso ideal)
Parente de primeiro grau com diabetes
Grupo étnico de alto risco (Africano, Hispânico, Nativo
Americano, Asiático )
Parto de feto maior que 4000g .
Hipertensão (pressão maior que 140/90 )
HDL colesterol < = 35mg/dl ou triglicerídios >=250 mg/dl
Tolerancia diminuida a glicose (Glicemia de jejum 110-126)
Rastreamento:

Glicemia de jejum na primeira consulta
Realizar TTOG 50 (teste sobrecarga oral de glicose )em todas as pacientes com 24 –28 semanas de
gestação

Diagnóstico:
Tolerancia diminuida a glicose 110-126mg/dl
Glicemia de jejum (mínimo 12 horas) excedendo 126mg/dl
TTOG 50 Maior ou igual a 186mg/dl
TTOG 100 com pelo menos 2 pontos alterados

TTOG 100 O, Sullivan/Mahan (valores normais)
Jejum 105 mg/dl
1h 190 mg/dl
2h 165mg/dl
3h 145mg /dl
Conduta:
3. 1. Internação
4. 2. Dietoterapia por 3 dias
3. Exames complementares
4. Utilização de insulina se necessário.
5. Exercícios físicos
Após controle adequado dos níveis glicêmicos a paciente continuará seu pré natal em serviço de gestação de alto risco
Complicações Maternas:
Distúrbios hipertensivos durante a gestação
Edema
Infecções do rim
Aumento volume liquido amniótico
Trabalho de parto pré termo
Hipoglicemia
Relação Hiperglicemia / Complicações Fetais:
1o Trimestre : Malformação congênita (SNC,
esqueléticas,cardiovascular,trato digestivo, renal)
2o Trimestre : diminuição de desenvolvimento intelectual ,complicações
e outras complicações fetais
3o Trimestre : macrossomia (feto grande), RCIU.
ALTERAÇÕES DO VOLUME DO LÍQUIDO AMNIÓTICO
POLIDRÂMNIO
É o excesso na quantidade do líquido amniótico (LA) estando associado à complicações perinatais. Classicamente é caracterizado quando o volume do LA é superior a 2000 ml, sua incidência é de 0,4% a 1,5% das gestações.
Os fatores etiológicos normalmente relacionados são anomalias fetais, patologias maternas e placentárias.
Anomalias fetais obstruções do trato digestivo, anomalias do SNC, congênitas, esqueléticas, cardíacas, infecções por rubéola, sífilis, toxoplasmose, enttre outras.
Patologias maternas diabete melito, aloimunização
Patologias placentárias Síndrome transfusor-transfundido, corangioma, placenta circunvalada.
Suspeitamos do diagnóstico quando a altura de fundo de útero ultrapassa a esperada para determinada idade gestacional e confirmamos o mesmo com a ultrassonografia.
Para tratamento devemos tratar a causa básica, inibição do trabalho de parto prematuro se instalado, situações especiais poderemos utilizar indometacina e esvaziamento do polidrâmnio .
OLIGOÂMNIO
É conceituado como diminuição na quantidade de líquido amniótico (LA). Sua incidência é estimada entre 0,5% a 5,5%.Caracterizado por volume de LA inferior a 300-400 ml.
O diagnóstico é confirmado através da ultrassonografia , mesmo com este exame existem dificuldades na quantificação exata do volume de LA durante a gestação.
As patologias mais frequentemente envolvidas com diminuição do LA são:
Patologias fetais CIUR (crescimento fetal retardado intrautero) , anomalias renais, cromossomopatias
Patologias maternas doenças hipertensivas, doenças do colágeno, DM, drogas (indometacina)
Patologias placentárias descolamento prematuro da placenta .
Para tratamento, indicamos a interrupção da gestação em situações com maturidade fetal. Em prematuros temos preconizado a internação da gestante para avaliação de vitalidade fetal, o repouso adequado também melhora o volume do LA, permitindo a postergação da resolução obstétrica.
TRABALHO DE PARTO PREMATURO
É caracterizado pelo aparecimento de contrações uterinas , que ocorrem após 20 semanas e antes de 37 semanas de idade gestacional, segundo OMS, estas contrações devem ser de pelo menos uma a cada 10 minutos e com capacidade para determinar modificações plásticas no colo do útero.
O fator causador do trabalho de parto prematuro é desconhecido portanto são vários os fatores predisponentes como: desnutrição, idade materna, tabagismo, alcoolismo, anomalias uterinas, amniorrexe prematura, gestação gemelar, polidrâmnio, óbito fetal, estados hipertensivos, infecção urinária e genital.
Para tratamento paciente é mantida em repouso, deitada lado esquerdo do corpo, que diminui as contrações e melhora a circulação útero placentária , utilizamos infusão venosa de soro glicosado e medicação para inibição das contrações uterinas (salbutamol, terbutalina, ritodrina, indometacina, outras)
ROTURA PREMATURA DAS MEMBRANAS AMNIÓTICAS
É a rotura das membranas amnióticas que ocorre antes do início do trabalho de parto em qualquer fase da gestação, a incidência é em torno de 10% das gestações.
A causa ainda não foi totalmente esclarecida, mas acredita-se que sejam mecanismos inflamatórios e infecciosos envolvidos.
Conduta - nas gestações acima de 34 sem. procuramos interromper a gravidez, pois a maioria dos fetos já atingiram a maturidade pulmonar.
- Gestações entre 24-34 sem. adotaremos uma conduta expectante, verificando o bem estar fetal, investigando constantemente qualquer sinal de infecção na mãe e ou feto, utilizamos nesta gestantes corticóide que vão auxiliar no amadurecimento do pulmão do feto. A gestação será interrompida quando atingida a 34* sem. ou com qualquer sinal de sofrimento fetal ou infecção intrauterina.
- gestações inferiores a 24 sem. é questionável aguardar a evolução da gravidez em virtude do grande número de complicações que podem acometer mãe e filho como infecções e hipoplasia pulmonar fetal. Nesta situação discute-se claramente com a família os riscos frequentes de complicações.
PRENHEZ ECTÓPICA
Quando o ovo se implanta fora da cavidade corporal do útero, portanto em posição intra-uterina anômala, trompas uterinas, ovário ou abdomen materno.
Incidência varia 0,3-1% das gestações.
São considerados fatores de risco para gravidez ectópica : antecedentes de doença inflamatória pélvica, gravidez após falha de dispositivo intra-uterino (DIU), ou minipílula, antecedente de cirurgia tubária, antecedente de prenhez ectópica, gravidez após reprodução assistida.
A prenhez tubária representa 98-99% das gestações ectópicas e nestas , principalmente a região ístmica ou ampular das trompas.
Diagnóstico: clínico :atraso menstrual, dor abdominal, sangramento vaginal, massa anexial com dor à sua mobilização, associado à níveis de BhCG positivo e também imagem ultrassonografica de massa, saco gestacional ou até mesmo embrião em topografia extrauterina na grande maioria das vezes chegaremos a um dignóstico conclusivo desta patologia.
Tratamento : na presença de rotura tubária o tratamento consiste na retirada da trompa afetada e em situações onde a trompa encontra-se íntegra sem desejo de gestação futura também opta-se pela cirurgia, e naquelas pacientes que querem preservar suas trompas adota-se tratamento com medicação quimioterápica.
PLACENTA PRÉVIA
É a implantação de qualquer parte da placenta em segmento inferior do útero após 28 semanas de idade gestacional , com incidência de 0,5-1% das gestações.
Fatores etiológicos importantes da placenta prévia são vascularização deficiente em sítios normais de implantação da placenta, placentas grandes fazendo com que partes da mesma situem-se em regiões uterina inferior ,assim como idade materna avançada, multiparidade, curetagens repetidas, cirurgias uterinas e cesáreas anteriores aumentam o risco desta patologia.
Diagnóstico : sangramento genital vermelho vivo, indolor, sem causa aparente, que tende a ser de forma repetida e que vai se agravando, a conclusão diagnóstica é dada com realização da ultrassonografia confirmando a posição baixa desta placenta.
Para o nascimento , se a placenta obstruir completamente o canal do colo do útero deverá ser realizado a cesareana e em situações de obstrução parcial não há contra indicações para o parto normal.
DESCOLAMENTO PREMATURO DA PLACENTA
É a separação da placenta normalmente implantada no corpo uterino em gestação acima de 20 semanas e antes da expulsão fetal. Incidência varia de 1/86 a 1/200 das gestações sendo uma das mais graves complicações obstétricas e responsável por 15-25% de todas as mortes perinatais.
Fatores predisponentes : síndromes hipertensivas , traumas abdominais externos, tumor e malformação uterina, uso de drogas, fumo, descompressão uterina abrupta (após o esvaziamento do polidrâmnio , expulsão do primeiro feto na gestação múltipla).
Diagnóstico: basicamente clínico, caracterizado por dor abdominal abrupta de forte intensidade, sangramento vaginal, parada dos movimentos fetais, associado a sinais de hipovolemia , aumento do tônus uterino, alteração dos batimentos cárdio fetais. Ultrassonografia pode ajudar no dignóstico se identificar o coágulo retroplacentário.
Em situações onde o feto encontra-se vivo interromperemos a gestação da forma mais rápida normalmente por cesareana. No óbito fetal o parto vaginal deverá ser acelerado. Tendo-se sempre em vista o bem estar materno com reposição volêmica , assim como fatores de coagulação se necessário.